Diferente do furor causado em seu discurso de abertura na quarta-feira, o lançamento oficial do “Board of Peace” (Conselho da Paz) pelo presidente Donald Trump, nesta quinta-feira (22), foi marcado por um cenário de baixo prestígio no Fórum Econômico Mundial. O evento, realizado no auditório principal com capacidade para 1.300 pessoas, iniciou com dezenas de cadeiras vazias e sem as filas quilométricas que caracterizaram as agendas anteriores do republicano.
O Simbolismo do Logotipo e a “América Primeiro”
O logotipo oficial do Conselho, estampado em todos os painéis do evento, chamou a atenção dos analistas. Trata-se de um brasão com contorno dourado e ramos de louro (símbolo clássico de paz), mas com um detalhe geopolítico crucial: o globo terrestre estilizado no centro está focado especificamente na América do Norte.
O design reforça a percepção de que o conselho não é uma iniciativa multilateral tradicional, mas um instrumento da política externa de Trump para exercer influência direta em conflitos globais, como em Gaza e na Ucrânia, substituindo ou contornando o papel da ONU.
A Lista de Convidados e a Ausência de Lula
Enquanto Trump formalizava a assinatura do documento, a diplomacia brasileira mantinha o silêncio. Embora Trump tenha mencionado nominalmente o presidente Lula como um “player fundamental” para o conselho, o governo brasileiro ainda não confirmou se aceitará o convite.
Países que já sinalizaram adesão ou diálogo:
- Israel e Argentina: Aliados de primeira hora de Trump no projeto.
- Arábia Saudita e Emirados Árabes: Mantêm conversas avançadas visando o plano de reconstrução imobiliária de Gaza proposto por Trump.
- União Europeia: Segue em oposição aberta, focada na disputa comercial e na defesa da soberania da Groenlândia.



