As tensões entre Washington e Teerã atingiram um novo ápice nesta sexta-feira (30). Segundo reportagem do jornal The New York Times, o presidente Donald Trump está com uma lista de opções militares sobre a mesa que vai muito além de sanções econômicas, incluindo bombardeios estratégicos, operações terrestres encobertas e até a promoção ativa de uma mudança de regime no Irã.
Apesar da escalada retórica, oficiais da Casa Branca garantem que Trump ainda não autorizou o disparo de qualquer míssil, buscando exaurir as vias de negociação antes de acionar o que chama de “navios grandes e poderosos”.
As Opções de Ataque
O Pentágono apresentou ao presidente um cardápio de cenários que variam em intensidade e risco:
- Ataques Cirúrgicos: Bombardeios a instalações nucleares remanescentes (complementando a “Operação Martelo da Meia-Noite” de junho de 2025) e quartéis da Guarda Revolucionária.
- Operações Encobertas: Envio de forças especiais para sabotagem interna de infraestruturas críticas.
- Mudança de Regime: Ataques direcionados à cúpula do governo para fragilizar o comando de Ali Khamenei e incentivar a adesão popular aos protestos que sacodem o país.
O Cerco no Mar
Atualmente, o porta-aviões USS Abraham Lincoln já está posicionado no Oriente Médio, liderando uma frota que Trump descreve como “maior que a enviada à Venezuela”. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, reforçou que as tropas estão prontas para “entregar” o que for determinado, citando a captura de Nicolás Maduro como prova da eficácia das operações recentes sob o comando de Trump.
O outro lado: O Irã, por meio de seu chanceler Abbas Araghchi, negou qualquer diálogo em curso e classificou as ameaças como “chantagem”. Teerã prometeu uma resposta “imediata e sem precedentes” caso seu território seja violado, afirmando que qualquer ação militar será considerada o início oficial de uma guerra.



