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Toffoli deixa relatoria do caso Banco Master, mas mantém prerrogativa de julgar processo na 2ª Turma

Após pressão e relatório da PF, ministro cede posto a André Mendonça; ausência de declaração de suspeição permite que magistrado vote em eventuais recursos do colegiado.

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), não é mais o relator das investigações que envolvem o Banco Master. No entanto, o magistrado permanece apto a participar de decisões sobre o caso caso ele seja submetido à Segunda Turma da Corte. A informação foi apurada pelo analista de política Matheus Teixeira.

A saída de Toffoli da condução direta do processo ocorreu após uma reunião reservada com seus pares no Tribunal. O movimento sucede o aumento da pressão sobre o ministro, intensificada por um relatório de 200 páginas da Polícia Federal entregue ao presidente do STF, Edson Fachin.

Substituição e Trâmite Regimental

Com a vacância da relatoria, um novo sorteio eletrônico definiu o ministro André Mendonça como o novo responsável pelo processo. Apesar da mudança, a estrutura de julgamentos do STF prevê que recursos contra decisões individuais do relator sejam analisados pelas Turmas.

Como Toffoli e Mendonça integram a mesma Segunda Turma, o ex-relator poderá votar em pedidos de liberdade, trancamento de inquéritos ou outras medidas cautelares relacionadas ao banco de Daniel Vorcaro.

Estratégia Jurídica

Diferente de casos onde o magistrado se afasta por foro íntimo ou conflito de interesses, Toffoli não se declarou suspeito nem impedido. Segundo a análise de bastidores, a entrega da relatoria foi um gesto político para reduzir a exposição negativa e “pacificar” o ambiente interno do tribunal.

Em nota oficial divulgada após o encontro entre os ministros, o STF manifestou apoio a Toffoli, afirmando que a iniciativa de deixar o caso partiu do próprio magistrado com o intuito de preservar a estabilidade da instituição.

Juridicamente, sem a formalização da suspeição, não há obstáculos para que ele atue no julgamento colegiado. Atualmente, a competência para processos criminais desta natureza cabe às Turmas, e não ao Plenário (composto pelos 11 ministros), o que mantém o voto de Toffoli como peça relevante no desfecho do imbróglio judicial.

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Claudio Rocha

Jornalista

Cátia Kowalski  é jornalista diplomada e especialista em comunicação estratégica. Com sólida trajetória no jornalismo, traz para a Folha Paranaense uma análise precisa sobre os bastidores da notícia, comunicação institucional e o impacto da informação na sociedade paranaense.

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