Brasília/Washington | 09 de Março de 2026
O Departamento de Estado dos EUA finalizou a documentação técnica para oficializar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês). A medida, que conta com o aval de agências de inteligência norte-americanas, coloca o Brasil em uma posição delicada de soberania nacional e segurança doméstica.
Além do Bloqueio Financeiro: A Dimensão Militar
Embora a classificação implique no congelamento automático de bens e restrições severas de imigração para membros e colaboradores, o maior temor do governo de Luiz Inácio Lula da Silva é a abertura para ações militares.
Ao enquadrar as facções como terroristas, os Estados Unidos passam a considerar suas bases operacionais como alvos legítimos. O presidente Donald Trump já sinalizou que pretende usar uma estratégia similar à aplicada contra o Estado Islâmico, incluindo o uso de ataques de precisão contra o narcotráfico em solo estrangeiro.
Pressão Política e a “Ajuda” da Oposição
A medida não é apenas técnica, mas também fruto de intensa pressão política. Lideranças da oposição brasileira, incluindo os senadores Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, têm mantido agendas em Washington e na Flórida defendendo a medida como solução para a crise de segurança no Brasil.
Há suspeitas de que dados estratégicos tenham sido fornecidos por ex-membros da inteligência brasileira que hoje se encontram nos EUA. Enquanto isso, o chanceler Mauro Vieira tenta, sem sucesso até o momento, uma agenda com o secretário de Estado, Marco Rubio, para evitar que a medida seja publicada no Registro Oficial Federal nos próximos dias.
O Alcance do PCC
O Departamento de Estado justifica a decisão citando a capilaridade do PCC, que hoje opera em 22 estados brasileiros e em 16 países, inclusive dentro dos próprios Estados Unidos. Se confirmada, as facções brasileiras entrarão para a mesma lista de grupos como o Cartel de Sinaloa e o Tren de Aragua, permitindo uma cooperação militar e de inteligência muito mais agressiva por parte das agências americanas na América Latina.



