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Caçadores de geada enfrentam frio extremo para registrar paisagens congeladas na Serra Catarinense

Enquanto boa parte do país ainda dorme, fotógrafos e moradores da Serra Catarinense já estão nas estradas em busca de um espetáculo natural: a geada. Conhecidos como “caçadores de geada”, eles enfrentam temperaturas abaixo de zero antes do amanhecer para registrar cenários congelados que transformam o inverno na região.

Em São Joaquim, o fotógrafo Michel inicia sua rotina por volta das 5h da manhã, monitorando os pontos mais frios para identificar onde a formação de gelo será mais intensa. Antes mesmo de sair, precisa descongelar os vidros do carro com água morna, um ritual comum durante o inverno rigoroso.

Ao chegar aos vales, encontra campos cobertos por cristais de gelo, animais envoltos pela geada e até teias de aranha congeladas, imagens que atraem turistas e repercutem em veículos de comunicação do Brasil e do exterior.

Como a geada se forma

Ao contrário do que muitos imaginam, a geada não cai do céu. O fenômeno ocorre quando a temperatura da superfície fica abaixo de 0°C, o céu permanece limpo e há pouco ou nenhum vento. Nessas condições, o vapor de água presente no ar congela ao entrar em contato com plantas, gramados e outras superfícies, formando cristais de gelo.

Michel ficou conhecido nas redes sociais por registros criativos, como congelar camisetas ao ar livre e produzir imagens em lagos parcialmente congelados.

“Chego e vejo que as imagens saíram dos principais jornais do Brasil e do mundo. Vejo os turistas vindo para cá. Isso me dá muito orgulho”, afirmou.

Inspiração para novos fotógrafos

O trabalho de Michel inspirou outras pessoas da região, como Sérgio, produtor de maçãs de Bom Jardim da Serra. Há oito anos, ele percorre a pé áreas da cidade para registrar as paisagens congeladas.

Seu esforço já rendeu imagens exibidas em telejornais nacionais, incluindo registros do dia mais frio do Brasil neste ano, quando os termômetros marcaram -9,2°C.

“Já teve situações em que precisei parar de filmar porque não conseguia segurar o celular. Perdi a sensibilidade das mãos”, contou.

A rotina dos caçadores de geada mostra que, por trás das belas imagens do inverno brasileiro, há horas de preparação, resistência ao frio extremo e dedicação para registrar um dos fenômenos naturais mais marcantes da Serra Catarinense.

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Claudio Rocha

Jornalista

Cátia Kowalski  é jornalista diplomada e especialista em comunicação estratégica. Com sólida trajetória no jornalismo, traz para a Folha Paranaense uma análise precisa sobre os bastidores da notícia, comunicação institucional e o impacto da informação na sociedade paranaense.

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