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Fachin diz que ministros podem errar e defende decisão do plenário em caso Moraes

Presidente do STF afirmou que “somos seres humanos” durante sessão que analisa a possibilidade de abertura de investigação contra Alexandre de Moraes

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou nesta terça-feira (15/9) que ministros e demais autoridades, assim como qualquer pessoa, estão sujeitos a cometer erros. A declaração ocorreu durante a sessão extraordinária da Corte que analisa a possibilidade de abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.

Ao comentar o momento vivido pelo Supremo, Fachin afirmou que é necessário considerar as trajetórias dos integrantes da Corte e suas contribuições para a República, mas reconheceu que o julgamento ocorre em um momento incomum.

“É assim que vejo cada um de nós: pelas nossas trajetórias e pela contribuição que podemos e temos oferecido à República. Mas este não é um dia comum. Somos seres humanos. Podemos errar”, afirmou o presidente do STF.

Fachin pede foco nos fatos e nas questões jurídicas

Durante a sessão, Fachin também ressaltou que a análise não deve ser transformada em um julgamento pessoal dos envolvidos. Para o ministro, a Corte precisa concentrar sua atuação nos fatos apresentados e nas questões jurídicas relacionadas ao caso.

“Não se julgam pessoas, julgam-se fatos e questões jurídicas”, declarou.

O presidente do Supremo também defendeu que o mérito de uma questão não seja antecipado antes da análise dos aspectos processuais envolvidos.

“Não se antecipa o mérito antes de resolvida a validade processual”, acrescentou.

“A divergência é legítima, o confronto pessoal, não”

Em outro trecho de sua manifestação, Fachin destacou a diferença entre divergências jurídicas e conflitos pessoais entre integrantes do Judiciário.

“A divergência é legítima, o confronto pessoal, não”, afirmou.

A declaração ocorre em meio a um período de tensão dentro do STF, com diferentes posições entre os ministros sobre o caso envolvendo Alexandre de Moraes e as informações relacionadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.

Decisão deve ser do plenário

Fachin também enfatizou que uma decisão sobre o caso deve ser tomada coletivamente pelo Supremo, e não por um único ministro.

Segundo o presidente da Corte, “a decisão pertence ao plenário, não a um ministro individualmente”.

A sessão desta terça-feira, portanto, tem como um dos pontos centrais a discussão sobre os procedimentos a serem adotados diante das informações que envolvem Moraes e sua suposta relação com Vorcaro.

A manifestação de Fachin reforça a defesa de uma análise institucional do episódio, com os ministros avaliando os fatos e os aspectos jurídicos antes de qualquer conclusão sobre o mérito.

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Claudio Rocha

Jornalista

Cátia Kowalski  é jornalista diplomada e especialista em comunicação estratégica. Com sólida trajetória no jornalismo, traz para a Folha Paranaense uma análise precisa sobre os bastidores da notícia, comunicação institucional e o impacto da informação na sociedade paranaense.

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