O número de mortos em decorrência dos terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24) subiu para 920, segundo balanço atualizado divulgado pelo governo venezuelano nesta sexta-feira (26). As autoridades também informaram que 2.980 pessoas ficaram feridas e que ao menos 250 edifícios desabaram ou sofreram danos estruturais. Os números ainda são considerados provisórios.
Os dois terremotos ocorreram com menos de um minuto de intervalo e tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5. O epicentro do tremor mais forte foi registrado em El Guayabo, a cerca de 168 quilômetros de Caracas. Por terem ocorrido em baixa profundidade e atingido áreas densamente povoadas, os abalos provocaram um rastro de destruição na capital e em cidades vizinhas.
Segundo o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, as equipes de resgate continuam trabalhando para localizar sobreviventes sob os escombros. O Escritório de Ajuda Humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU) estima que mais de 50 mil pessoas estejam desaparecidas. Na quinta-feira, as autoridades venezuelanas informaram que cerca de 200 pessoas ainda permaneciam presas sob os destroços.
A presidente interina também anunciou a militarização do estado de La Guaira, uma das regiões mais afetadas pela tragédia e incluída na zona oficial de desastre. O aeroporto internacional de Caracas permanece fechado, enquanto diversos bairros seguem sem serviços essenciais.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e a ONU alertam que o número de vítimas pode aumentar significativamente nos próximos dias, devido à intensidade dos tremores, aos danos estruturais e às dificuldades enfrentadas pelas equipes de resgate. Com base nesses fatores, estimativas preliminares indicam que o total de mortos poderá ultrapassar 10 mil pessoas.
Diversos países, entre eles Brasil e Estados Unidos, já enviaram equipes especializadas para auxiliar nas operações de busca e salvamento, além de ajuda humanitária para as regiões atingidas.



