Nesta segunda-feira (13/4), a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA (NOAA) publicou um alerta indicando que o El Niño deve se consolidar no segundo semestre de 2026. A maior preocupação reside na intensidade: há uma alta probabilidade de que o evento seja classificado como “muito forte” entre os meses de novembro de 2026 e janeiro de 2027.
Atualmente, o clima global atravessa uma fase de neutralidade que deve perdurar até o trimestre de maio a julho. No entanto, a partir de agosto, as chances de o fenômeno emergir saltam para mais de 80%, segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
Impactos Regionais no Brasil
A nota técnica do Cemaden detalha como o “Super El Niño” deve desequilibrar os padrões de temperatura e precipitação nas diferentes regiões do país:
Região Sul: O Perigo das Enchentes
Espera-se uma intensificação significativa das chuvas. O excesso de precipitação aumenta o risco de inundações severas e deslizamentos de terra, exigindo atenção redobrada dos órgãos de Defesa Civil.
Norte e Nordeste: Seca e Atraso na Safra
O fenômeno costuma inibir a formação de nuvens nessas regiões. A previsão é de secas severas e um atraso considerável no início do período chuvoso, o que pode comprometer a agricultura e o abastecimento de água.
Centro-Oeste e Sudeste: Calor e Fogo
Para estas regiões, o cenário é de ondas de calor persistentes e baixa umidade. A combinação de altas temperaturas com a escassez de chuva eleva drasticamente o risco de incêndios florestais, especialmente no Pantanal e na Amazônia, com foco crítico a partir de agosto de 2026.
Cronograma do Fenômeno
| Período | Condição Esperada | Probabilidade |
| Maio – Julho 2026 | Neutralidade Climática | Alta |
| Agosto – Outubro 2026 | Início do El Niño | > 80% |
| Nov 2026 – Jan 2027 | Pico de Intensidade (Super El Niño) | Elevada |
“Pode-se concluir que há mais de 80% de probabilidade de ocorrência de um novo episódio do fenômeno El Niño na segunda metade de 2026, possivelmente a partir do trimestre agosto-setembro-outubro”, reforça o relatório do Cemaden.
Este cenário impõe desafios imediatos para o planejamento governamental, especialmente em setores como energia, agricultura e gestão de riscos de desastres.



