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Presidente do Republicanos Critica PEC do Fim da Escala 6×1 e Questiona Lazer da População Pobre

O deputado federal Marcos Pereira (SP), presidente nacional do Republicanos, manifestou forte oposição à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a jornada de trabalho 6×1. Em declarações recentes, o parlamentar argumentou que o debate ocorre em um momento inoportuno e demonstrou preocupação com as consequências sociais e econômicas da medida, associando o excesso de tempo livre a possíveis riscos para as classes menos favorecidas.

Argumentos Econômicos e Contexto Eleitoral

Pereira afirmou ter levado suas ressalvas ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Entre os principais pontos de resistência estão:

  • Perda de Competitividade: Citando notas técnicas do setor produtivo, o deputado defende que a mudança elevará os custos de produção, prejudicando a economia brasileira frente a mercados internacionais.
  • Oportunismo Político: O dirigente criticou a discussão do tema em ano eleitoral, classificando o período como “sensível” e alegando que a pauta expõe os parlamentares à pressão popular, o que poderia forçar votações precipitadas.
  • Crítica à CLT: Para Pereira, o modelo trabalhista brasileiro é um “abismo” quando comparado a economias mais pujantes, defendendo que o foco deveria ser a prosperidade através do trabalho.

Polêmica sobre o Ócio e a Pobreza

Uma das declarações mais controversas do deputado diz respeito ao impacto do tempo de descanso na vida dos trabalhadores de baixa renda. Marcos Pereira questionou a viabilidade do lazer para quem vive em comunidades ou regiões periféricas.

“A pessoa tem que ter lazer, mas lazer demais também, o ócio demais faz mal. O povo não tem dinheiro, infelizmente. Vai ficar mais exposto a drogas, a jogos de azar. Qual é o lazer de um pobre numa comunidade?”, indagou o parlamentar.

Posicionamentos sobre o Banco Master e Cenário Político

Além da pauta trabalhista, Pereira comentou outros temas centrais da agenda nacional:

  • Investigações: Sobre as suspeitas envolvendo o Banco Master e desvios no INSS, defendeu que as apurações da Polícia Federal devem seguir até a punição de eventuais culpados por fraudes com dinheiro público.
  • Sucessão na Direita: Avaliou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ocupou o vácuo político deixado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, destacando a força do “antipetismo” no cenário eleitoral de 2026.
  • Privatizações: Reiterou seu perfil liberal, defendendo a desestatização de diversas empresas, com exceção de instituições estratégicas como Petrobras, Banco do Brasil, Caixa e BNDES.

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Claudio Rocha

Jornalista

Cátia Kowalski  é jornalista diplomada e especialista em comunicação estratégica. Com sólida trajetória no jornalismo, traz para a Folha Paranaense uma análise precisa sobre os bastidores da notícia, comunicação institucional e o impacto da informação na sociedade paranaense.

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