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Crise do Banco Master: Fachin defende Toffoli e diz que STF não se curva a ameaças

Em um movimento para conter o desgaste institucional e reafirmar a autoridade da Corte, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, emitiu uma nota oficial na noite desta quinta-feira (22). O texto defende enfaticamente a atuação do ministro Dias Toffoli, relator do inquérito que investiga as fraudes bilionárias no Banco Master, e rebate críticas sobre a condução do caso.

Defesa da Colegialidade e do Devido Processo

Fachin ressaltou que a supervisão judicial de Toffoli segue o “devido processo legal” e que a Corte atua de forma técnica, respeitando as competências da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. O presidente do STF enfatizou que crises no sistema financeiro exigem respostas firmes e coordenadas.

“A colegialidade é método. Quem tenta desmoralizar o STF para corroer sua autoridade está atacando o próprio coração da democracia constitucional”, afirmou Fachin na nota.

As Polêmicas em Torno de Toffoli

A defesa de Fachin ocorre após uma série de decisões de Toffoli que geraram atritos com as instituições de controle:

  • Lacre de Provas: Toffoli determinou que bens e documentos apreendidos na Operação Compliance Zero fossem lacrados e mantidos sob guarda da PGR, o que gerou protestos de peritos criminais que alegam prejuízo à produção de provas.
  • Depoimentos Agendados: O ministro marcou para os dias 26 e 27 de janeiro os depoimentos dos principais executivos do banco e do conglomerado ligado ao Will Bank.
  • Pedidos de Afastamento: Parlamentares da oposição protocolaram pedidos de suspeição contra Toffoli, alegando proximidade com partes interessadas. No entanto, o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, arquivou os pedidos nesta quinta, decisão que foi elogiada pelo ministro Gilmar Mendes.

Cenário do Caso Master (Atualizado em 23/01/2026)

A investigação criminal corre em paralelo à liquidação extrajudicial do banco determinada pelo Banco Central. O impacto é vasto:

  1. Exposição do Rioprevidência: O fundo fluminense admitiu ter aportado cerca de R$ 970 milhões em títulos do Master, mas nega irregularidades e garante que o pagamento de aposentados está seguro.
  2. Efeito Dominó: A liquidação do Will Bank, anunciada nesta semana, confirmou o comprometimento econômico do grupo.
  3. Investigação na PF: A operação Barco de Papel, deflagrada hoje no Rio, busca esclarecer se houve gestão fraudulenta no direcionamento de recursos públicos para o banco liquidado.

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Claudio Rocha

Jornalista

Cátia Kowalski  é jornalista diplomada e especialista em comunicação estratégica. Com sólida trajetória no jornalismo, traz para a Folha Paranaense uma análise precisa sobre os bastidores da notícia, comunicação institucional e o impacto da informação na sociedade paranaense.

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