Presidente afirmou que órgão tem “outras coisas para fazer” após liberação de 3,5 milhões de páginas; arquivos citam nomes como Bill Gates, Elon Musk e o próprio Trump.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu nesta segunda-feira (2) que o Departamento de Justiça (DoJ) deveria interromper as investigações relacionadas a Jeffrey Epstein. A declaração ocorre logo após a conclusão da divulgação de uma base de dados massiva, contendo mais de 3,5 milhões de páginas, 2 mil vídeos e 180 mil imagens, cumprindo a Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, sancionada pelo próprio republicano em 2025.
Em conversa com jornalistas, Trump minimizou a necessidade de continuidade dos trabalhos da pasta sobre o financista morto em 2019. “Eles anunciaram a divulgação de três milhões de páginas. Parece que é só isso que eles deveriam estar fazendo. Francamente, acho que o Departamento de Justiça deveria simplesmente dizer que tem outras coisas para fazer”, afirmou o presidente.
O vice-procurador-geral, Todd Blanche, confirmou que a análise dos arquivos foi concluída e que a Casa Branca não teve supervisão direta sobre quais documentos seriam tornados públicos.
O que revelam os novos arquivos
O vazamento de dados, retirados do sistema “Sentinel” do FBI, expôs detalhes da rede de contatos de Epstein e levantou novas suspeitas sobre figuras poderosas:
- Bill Gates: Documentos sugerem que Epstein possuía anotações sobre supostas relações extraconjugais do fundador da Microsoft e alegava ter facilitado encontros para o bilionário. Gates já classificou sua relação com Epstein como “um grande erro”.
- Elon Musk: E-mails de 2012 e 2013 mostram Musk perguntando sobre as “festas mais selvagens” na ilha particular de Epstein. O empresário nega ter visitado o local.
- Donald Trump: O nome do atual presidente aparece em diversos arquivos. Embora os documentos citem acusações de abuso feitas por terceiros, a Justiça e o DoJ ressaltaram que alguns registros podem conter alegações falsas ou “sensacionalistas” fabricadas antes das eleições de 2020. Trump nega qualquer irregularidade.
Geopolítica e Diplomacia: Reunião na Turquia
Enquanto o debate sobre o caso Epstein domina a política interna americana, o governo Trump prepara uma movimentação estratégica no Oriente Médio.
Autoridades dos EUA e do Irã planejam se reunir em Istambul, na Turquia, nesta sexta-feira (6). O encontro, mediado por países como Egito e Catar, busca uma saída diplomática para evitar uma ação militar direta dos EUA contra Teerã. Trump tem alternado entre ameaças de usar “navios poderosos” e declarações de otimismo sobre um possível novo acordo nuclear.
No Brasil: Tensão Climática e Eleitoral
Enquanto isso, Vinicius, o cenário no Paraná segue sob o impacto de eventos locais:
- Clima: O alerta amarelo do INMET permanece vigente para Curitiba e o Noroeste do estado devido ao terceiro ciclone extratropical do ano. O risco de temporais e ventos fortes ainda preocupa as defesas civis.
- Política Paranaense: A pesquisa Futura/Apex divulgada recentemente consolida Sérgio Moro como o favorito para o governo estadual em 2026, à frente de Requião Filho e dos nomes apoiados por Ratinho Junior.



