A Casa Branca afirmou que o presidente Donald Trump não considera a apreensão de embarcações estrangeiras pelo Irã como violação do cessar-fogo em vigor entre os dois países.
A declaração foi feita nesta quarta-feira (22) pela porta-voz Karoline Leavitt, que minimizou o episódio ao destacar que os navios não eram dos Estados Unidos nem de Israel. Segundo ela, tratava-se de embarcações internacionais.
Apesar de manter o tom crítico, Leavitt classificou a ação como “pirataria” e atribuiu a operação à Guarda Revolucionária Islâmica. Ainda assim, afirmou que o caso não altera a posição de Washington sobre a trégua.
Mais cedo, autoridades iranianas informaram ter apreendido duas embarcações por supostas irregularidades, como operação sem autorização e manipulação de sistemas de navegação. A mídia estatal também relatou que um terceiro navio, de origem grega, foi atingido e ficou inoperante próximo à costa do país.
Trégua sob tensão
Mesmo com a extensão do cessar-fogo, mediada com apoio do Paquistão, o cenário segue instável. O governo de Donald Trump mantém pressão militar e reforçou a presença naval na região.
O Estreito de Ormuz continua sendo um ponto crítico, já que concentra cerca de 20% do transporte global de petróleo. Os Estados Unidos mantêm bloqueios em áreas estratégicas, medida vista por Teerã como provocação.
Autoridades iranianas indicaram que podem reagir caso as restrições persistam, o que aumenta o risco de novos confrontos, mesmo com a trégua formalmente em vigor.


