Edit Template

Polícia Federal Prende Adilsinho em Cabo Frio após Anos de Busca

Em uma operação conjunta realizada nesta quinta-feira (26), a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/RJ) capturou o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho. Apontado como uma das lideranças mais influentes da contravenção fluminense e chefe da “máfia dos cigarros”, ele foi localizado em Cabo Frio, na Região dos Lagos, após monitoramento por drones.

A prisão encerra um longo período de buscas contra o contraventor, que possuía cinco mandados de prisão em aberto e é investigado por envolvimento em quase 30 crimes, incluindo homicídios ligados a disputas territoriais.

A Estrutura do Crime: Jogos, Cigarros e Violência

Adilsinho é uma figura central na engrenagem do crime organizado no Rio de Janeiro. Sua atuação se divide em frentes distintas, mas interligadas:

  • Monopólio do Fumo: Ele é considerado o maior produtor de cigarros falsificados do estado. O esquema envolve fábricas clandestinas que chegaram a utilizar mão de obra paraguaia em condições análogas à escravidão. A quadrilha domina a venda em quase metade dos municípios fluminenses, coagindo comerciantes a venderem apenas seus produtos.
  • Cúpula da Contravenção: O bicheiro controla áreas estratégicas na Zona Sul, Centro e Zona Norte da capital.
  • Grupo de Extermínio: A Justiça o aponta como mandante de execuções de rivais, como o contraventor Marquinhos Catiri, morto em uma emboscada.

No momento da captura, um policial militar que fazia a segurança pessoal do bicheiro também foi preso. Ele era lotado em uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na Zona Norte.

De Jogador de Futebol a Patrono do Carnaval

A trajetória de Adilsinho mistura o submundo do crime com a vida pública e o entretenimento. Além de suas atividades ilícitas, o contraventor é conhecido por:

  1. Carnaval: Atuar como patrono da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro.
  2. Futebol: Fundar o Clube Atlético Barra da Tijuca, onde chegou a atuar como jogador profissional e batedor oficial de pênaltis.
  3. Vida de Luxo: Em meio à pandemia, realizou uma festa para 500 convidados no hotel Copacabana Palace, com direito a shows de artistas renomados e vídeo-convite inspirado no filme “O Poderoso Chefão”.

Histórico de Impunidade e Apreensões Milionárias

Esta não é a primeira vez que o nome de Adilsinho ganha os noticiários policiais. Em 2011, durante a Operação Dedo de Deus, agentes encontraram R$ 4,6 milhões em espécie escondidos nas paredes e na rede de esgoto de sua residência. Em 2009, foi alvo da Operação Furacão por fraudar máquinas de caça-níquel, chegando a ser condenado, embora a pena tenha sido extinta posteriormente.

Compartilhe:

Claudio Rocha

Jornalista

Cátia Kowalski  é jornalista diplomada e especialista em comunicação estratégica. Com sólida trajetória no jornalismo, traz para a Folha Paranaense uma análise precisa sobre os bastidores da notícia, comunicação institucional e o impacto da informação na sociedade paranaense.

Novos Artigos

  • All Post
  • Brasil
  • Clima
  • Cultura
  • Curitiba
  • Direito
  • Entretenimento
  • Escândalo
  • Fitoterapia
  • Jornalismo
  • Medicina
  • Mundo
  • Paraná
  • Política
  • Projeto Social
  • Ratinho Júnior
  • Saúde
Edit Template

Sobre nós

A Folha Paranaense nasceu da necessidade de um jornalismo que honre as raízes do nosso estado, aliando o rigor técnico das grandes redações à agilidade da era digital. Em um tempo de informações fragmentadas, surgimos como um porto seguro para o leitor que busca não apenas o fato, mas a análise profunda e a verdade dos acontecimentos que moldam o Paraná.

Artigos Recentes

  • All Post
  • Brasil
  • Clima
  • Cultura
  • Curitiba
  • Direito
  • Entretenimento
  • Escândalo
  • Fitoterapia
  • Jornalismo
  • Medicina
  • Mundo
  • Paraná
  • Política
  • Projeto Social
  • Ratinho Júnior
  • Saúde

© 2025 – Midia Independente Paranaense