Redação Internacional | 06 de Março de 2026
Novas análises de imagens de satélite revelam o impacto profundo da ofensiva aérea e submarina liderada por Estados Unidos e Israel. Desde o início dos ataques, no último sábado (28), pelo menos 11 navios da Marinha iraniana foram destruídos ou seriamente danificados, em um movimento que o presidente americano Donald Trump descreveu como a “aniquilação” da força naval do regime.
Destruição de Ativos Estratégicos
As bases navais de Bandar Abbas, no estratégico Estreito de Ormuz, e de Konarak, no sudeste do país, foram os principais alvos. Imagens capturadas nesta semana mostram colunas de fumaça negra subindo de embarcações de grande porte. Entre as perdas confirmadas está o IRINS Makran, a maior embarcação da frota iraniana, utilizada como base móvel para o lançamento de drones.
Outros navios importantes, como o IRIS Bayandor, IRIS Naghdi e o moderno cargueiro de drones IRIS Shahid Bagheri, também foram listados como atingidos ou afundados. No Oceano Índico, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, confirmou que um submarino americano utilizou um torpedo para afundar um navio de guerra iraniano, deixando dezenas de desaparecidos.
Alvos Nucleares e de Mísseis
A campanha não se limitou ao mar. Satélites registraram danos em infraestruturas críticas no continente:
- Natanz: O coração do programa nuclear iraniano voltou a ser alvo de bombardeios. Embora o Irã negue danos radiológicos, construções de acesso à usina subterrânea foram destruídas.
- Bases de Mísseis e Drones: As instalações de Khorgu, Tabriz e a base de drones de Choqa Balk-e sofreram danos extensos em armazéns e bunkers de lançamento.
- Aparato de Segurança: A sede do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) em Teerã teve pelo menos seis estruturas atingidas, visando desarticular o controle do regime sobre a população.
Capacidade de Resposta
Especialistas militares afirmam que a capacidade do Irã de manter ataques convencionais com grandes navios foi “suprimida”. No entanto, o alerta permanece alto para táticas de guerra não convencional. Analistas preveem que Teerã poderá recorrer a “navios fantasmas” (petroleiros que ocultam sua identidade), minissubmarinos e o uso de minas marítimas para tentar interromper o fluxo global de petróleo no Estreito de Ormuz.
Custo Humano
Enquanto a superioridade tecnológica de Israel e dos EUA se impõe, o custo civil aumenta drasticamente. Agências de direitos humanos estimam que 1.097 civis morreram desde o início da guerra. Em Minab, um ataque a uma escola teria deixado 160 vítimas, incluindo crianças, ampliando o debate internacional sobre a legalidade e a proporcionalidade da ofensiva.
Panorama da Crise:
- Controle Naval: O Centcom afirma que não há mais navios iranianos operando livremente no Golfo.
- Infraestrutura: IA e ataques de precisão neutralizaram centenas de lançadores de mísseis balísticos.
- Guerra de Atrito: A falta de estoques de armamentos pode se tornar um problema para ambos os lados caso o conflito se prolongue.



