Rio de Janeiro | 09 de Março de 2026
Vitor Hugo de Oliveira Simonin, de 18 anos, um dos réus pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos no Rio de Janeiro, causou indignação ao se apresentar à 12ª DP (Copacabana). O jovem vestia uma camiseta com a frase “Regret Nothing” (Não se arrependa de nada), expressão amplamente difundida em comunidades virtuais que promovem discursos de ódio contra mulheres.
Simbolismo e Ideologia
A frase é um dos lemas utilizados por grupos que se autodenominam “Red Pills” ou seguidores da “manosfera”. Inspirados em uma interpretação distorcida de elementos da cultura pop, esses grupos utilizam fóruns e redes sociais para propagar visões misóginas, frequentemente associadas a influenciadores extremistas como Andrew Tate — atualmente réu por crimes de exploração sexual e tráfico humano.
Especialistas em segurança pública apontam que o uso da peça no momento da prisão pode ser interpretado como um ato de provocação ou de reafirmação de crenças perante seus pares nesses nichos digitais.
Desdobramentos Criminais
Vitor Hugo foi reconhecido pela vítima por meio de câmeras de monitoramento e é apontado como um dos participantes diretos do crime, ocorrido em um apartamento de sua família na Zona Sul do Rio. Além dele, outros três jovens são réus por estupro e cárcere privado:
- Expulsão: O Colégio Pedro II, onde Vitor Hugo estudava, já iniciou os trâmites para o seu desligamento definitivo da instituição.
- Novas Vítimas: A Polícia Civil investiga o grupo por outros dois casos semelhantes, após vítimas relatarem o mesmo modus operandi utilizado em Copacabana.
- Menor Envolvido: Um adolescente de 17 anos também foi apreendido. O Ministério Público manifestou-se favoravelmente à sua internação após a identificação de reincidência em atos infracionais análogos.
Defesa e Posição Judicial
A defesa de Vitor Hugo nega o envolvimento no crime, embora admita que o jovem estava no local no momento do episódio. O advogado alegou que o cliente não foi ouvido na fase preliminar e que desconhece detalhes de outras denúncias. Os demais presos seguem em celas separadas no sistema penitenciário do Rio.



