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PF utiliza perícia avançada para rastrear mensagens “apagadas” e de visualização única

Brasília | 09 de Março de 2026

A Polícia Federal está utilizando metodologias complementares para periciar dispositivos eletrônicos, garantindo que mesmo fragmentos de dados excluídos possam ser reconstruídos. O processo envolve desde a quebra de senhas até o espelhamento completo (“bit por bit”) do armazenamento dos aparelhos.

1. Ferramentas de “Extração Bruta”

Para contornar a criptografia e senhas de smartphones modernos, a PF utiliza softwares de referência mundial:

  • Cellebrite (Israel): Especializado em recuperar mensagens apagadas, logs de chamadas e dados de apps como WhatsApp.
  • GrayKey (EUA): Focado no desbloqueio e extração de sistemas de arquivos da Apple (iOS), conhecidos pela alta segurança.

2. O Rastro das Mensagens de Visualização Única

O caso de Daniel Vorcaro trouxe à tona a eficácia da perícia sobre mensagens que “desaparecem”. Peritos explicam que:

  • Logs de Sistema: Embora o conteúdo da imagem possa ser removido após a visualização, o sistema armazena logs (registros) que indicam data, horário, destinatário e o caminho do arquivo no dispositivo.
  • Origem do Arquivo: No WhatsApp, visualizações únicas de fotos exigem que o arquivo tenha passado pelo armazenamento do celular. A perícia consegue localizar fragmentos dessas imagens no banco de dados, mesmo após a exclusão manual.
  • Timing da Apreensão: No caso específico de Vorcaro, muitas mensagens ainda estavam salvas no aparelho no momento da prisão, não tendo sido sequer apagadas pelo sistema de limpeza do app.

3. Organização de Dados e o Código Hash

Com terabytes de dados extraídos, a PF utiliza o IPED (Indexador e Processador de Evidências Digitais), um software próprio para buscas por palavras-chave e organização de arquivos.

  • Integridade da Prova: Cada arquivo recebe uma “assinatura digital” (código hash).
  • Esclarecimento Técnico: O texto esclarece que o fato de arquivos estarem na mesma pasta no IPED não indica relação entre eles (como remetente e destinatário), mas sim uma coincidência matemática baseada nos primeiros caracteres do código hash, usados pelo software para organizar a visualização.

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Claudio Rocha

Jornalista

Cátia Kowalski  é jornalista diplomada e especialista em comunicação estratégica. Com sólida trajetória no jornalismo, traz para a Folha Paranaense uma análise precisa sobre os bastidores da notícia, comunicação institucional e o impacto da informação na sociedade paranaense.

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