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Oscar 2026: Política domina os bastidores após discursos tímidos no palco

Embora a cerimônia oficial do Oscar tenha mantido um tom diplomático, a sala de imprensa nos bastidores ferveu com declarações contundentes de diretores e vencedores. O grande nome da noite, Paul Thomas Anderson, e diretores de documentários usaram o espaço para criticar o cenário geopolítico atual e a gestão de Donald Trump.

Paul Thomas Anderson e a “Decência”

Vencedor nas categorias de Melhor Filme, Direção e Roteiro Adaptado por “Uma Batalha Após a Outra”, Anderson admitiu que seu filme — que retrata a luta contra um governo repressivo — possui paralelos inevitáveis com o mundo real.

“Espero que a decência e o bom senso voltem à moda”, declarou o cineasta, referindo-se à polarização atual.

Ele também defendeu a abordagem de seu filme contra críticas de sexualização da personagem Perfídia, interpretada por Teyana Taylor, reforçando a complexidade do legado revolucionário retratado na obra.

Joachim Trier: “Responsabilidade de quem vota”

O diretor norueguês de “Valor Sentimental” (que venceu o brasileiro “O Agente Secreto” na categoria de Filme Internacional) fez o apelo mais emocional da noite. No palco e nos bastidores, ele destacou que a morte de crianças em guerras é uma falha coletiva dos adultos.

  • O alerta: Trier pediu que o público não vote em políticos que ignorem o impacto de conflitos armados na infância.
  • Memória: Citou seu avô, combatente na resistência nazista, para lembrar que a história de opressão está se repetindo.

Comparações entre Trump e Putin

As falas mais afiadas vieram dos documentaristas:

  • David Borenstein (Um Zé Ninguém Contra Putin): Traçou um paralelo direto entre o presidente russo e Donald Trump, afirmando que a escalada do extremismo nos EUA parece estar ocorrendo de forma “mais rápida” do que nos anos iniciais de Putin.
  • Joshua Seftel (All The Empty Rooms): Vencedor em Curta Documentário, Seftel usou sua vitória para humanizar o debate sobre tiroteios em escolas americanas, criticando a paralisia política diante da morte de jovens.

Brasil nas Redes: Revolta e memes

Enquanto os cineastas debatiam política, o público brasileiro inundou as redes sociais. Os principais tópicos foram:

  1. Injustiça: A revolta com a derrota de Wagner Moura e de “O Agente Secreto”.
  2. Blogueiro oficial: Lázaro Ramos divertiu a audiência ao assumir o lugar de Selton Mello na cobertura “extraoficial” do evento.
  3. Wagner Moura vira assunto: Relatos de bastidores indicam que o brasileiro foi um dos nomes mais elogiados e comentados pela plateia presente no Dolby Theatre.

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Claudio Rocha

Jornalista

Cátia Kowalski  é jornalista diplomada e especialista em comunicação estratégica. Com sólida trajetória no jornalismo, traz para a Folha Paranaense uma análise precisa sobre os bastidores da notícia, comunicação institucional e o impacto da informação na sociedade paranaense.

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