O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, desmentiu os rumores de um fechamento completo do Estreito de Ormuz. Em entrevista à imprensa internacional, o chanceler afirmou que a via marítima — por onde passa 20% do petróleo mundial — permanece operacional, mas com restrições severas a países específicos.
Os principais pontos da declaração:
- Bloqueio Seletivo: O canal está oficialmente fechado apenas para embarcações dos Estados Unidos, de Israel e de nações que apoiem ativamente as recentes ofensivas contra o território iraniano.
- Livre Navegação Condicional: Navios de outros países podem transitar, mas o Irã exige coordenação prévia e autorização de suas forças navais.
- Resposta a Trump: A declaração de Araqchi também serviu para negar que o país tenha pedido um cessar-fogo aos EUA, como Donald Trump havia sugerido no fim de semana. O Irã afirma que só aceitará um fim de guerra que seja “definitivo e respeite sua soberania”.
Por que isso importa agora?
A estratégia do Irã tenta atingir dois objetivos ao mesmo tempo:
- Pressionar a Economia Americana: Ao impedir a passagem de navios ligados aos EUA, o Irã força uma alta nos custos de logística e energia para Washington.
- Dividir Aliados: Ao manter o canal aberto para outros países (como os europeus e asiáticos), Teerã tenta desencorajar uma coalizão global contra si, isolando apenas seus adversários diretos.



