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IA na Faculdade: O Guia da Transparência no Ensino Superior

Com o avanço das ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa, como o ChatGPT e o Gemini, as universidades públicas brasileiras (Unesp, Unifesp, UFBA e UFC) decidiram que proibir é impossível, mas regular é essencial. O consenso acadêmico é claro: a IA deve ser uma assistente, nunca a autora principal.

O Semáforo do Uso de IA (Diretrizes Unesp)

Para nortear alunos e docentes, a Unesp classificou o uso da tecnologia em três categorias práticas:

  • PODE: Traduzir e parafrasear textos, revisar gramática, criar esboços, roteiros, mapas mentais, gerar imagens/vídeos educativos e obter explicações extras.
  • NÃO PODE: Entregar trabalhos gerados por IA como originais, omitir citações (plágio), usar em provas sem autorização, compartilhar dados confidenciais ou criar deepfakes.
  • 😑 DEPENDE: A geração de partes específicas do trabalho ou atividades em grupo dependem da combinação prévia e autorização do professor da disciplina.

As Regras de Ouro: Transparência e Supervisão

As instituições estabeleceram protocolos rigorosos para garantir que o aprendizado não seja substituído pelo “copia e cola”:

  1. Declaração de Uso: Na Unifesp, é obrigatório incluir uma declaração explícita em qualquer trabalho final ou pesquisa informando onde e como a IA foi utilizada.
  2. O “Caminho das Pedras”: Na UFBA, o professor pode exigir que o aluno entregue o prompt (comando) enviado e a resposta obtida, explicando a interpretação crítica feita sobre aquele conteúdo.
  3. Foco no Inédito: A UFC proíbe expressamente que a IA redija seções substantivas, como métodos inéditos, resultados e conclusões de pesquisas.

“A tecnologia deve apoiar e potencializar as capacidades humanas, não substituí-las. Sem reflexão pessoal e conexões próprias, não há contribuição real para a ciência.” — Resumo das visões de especialistas da USP e Unifesp.


O Desafio da Detecção e o Futuro das Provas

Embora existam softwares para detectar textos de IA, especialistas alertam que eles não são 100% confiáveis e geram “falsos positivos”. A solução proposta não é apenas punitiva, mas educativa:

  • Revisão Humana: Essencial para evitar “alucinações” da IA (como referências bibliográficas falsas).
  • Novas Avaliações: Menos foco em textos frios e mais em seminários, provas presenciais e simulações (ex: usar o bot como um entrevistado em aulas de jornalismo).
  • Letramento Digital: Capacitar professores e alunos para entenderem que a IA não é neutra e possui vieses culturais.

Contexto Nacional

Enquanto as universidades lançam seus manuais, o Conselho Nacional de Educação (CNE) finaliza diretrizes que servirão para todo o país, abrangendo desde o ensino básico até o superior. O texto deve ser votado e passar por consulta pública nos próximos dias.

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Claudio Rocha

Jornalista

Cátia Kowalski  é jornalista diplomada e especialista em comunicação estratégica. Com sólida trajetória no jornalismo, traz para a Folha Paranaense uma análise precisa sobre os bastidores da notícia, comunicação institucional e o impacto da informação na sociedade paranaense.

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