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Lula sanciona PL Antifacção e veta auxílio-reclusão para membros de milícias e facções

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta terça-feira (24), o Projeto de Lei Antifacção, mantendo dispositivos que endurecem as regras para detentos vinculados a organizações criminosas, milícias privadas e grupos paramilitares. Entre os pontos mais polêmicos ratificados pelo Planalto está a proibição do pagamento de auxílio-reclusão aos dependentes desses presos. A vedação aplica-se tanto a indivíduos em prisão cautelar quanto àqueles que cumprem pena nos regimes fechado ou semiaberto.

Em pronunciamento oficial durante a sanção, Lula defendeu a medida como uma forma de desestímulo ao crime organizado, afirmando que a punição deve ter reflexos na estrutura familiar do criminoso. Segundo o presidente, a decisão visa fazer com que o indivíduo compreenda que sua “irresponsabilidade” prejudica diretamente seus dependentes, e não apenas a sociedade de forma genérica. A fala marca um endurecimento no discurso do governo federal em relação à segurança pública e ao combate às facções “ultraviolentas”.

Restrições eleitorais e novo Marco Legal

Além da questão previdenciária, a nova legislação altera o Código Eleitoral para proibir o voto de presos em caráter provisório que possuam vínculos comprovados com o crime organizado. O conjunto de medidas sancionadas estabelece o que o governo chama de Marco Legal de Combate ao Crime Organizado, prevendo critérios mais rígidos para a concessão de benefícios e monitoramento de lideranças criminosas.

Vetos presidenciais no texto final

Apesar da manutenção do rigor em pontos centrais, o presidente aplicou vetos a trechos específicos do projeto aprovado pelo Congresso. Um dos dispositivos barrados previa a equiparação automática de penas entre integrantes e não integrantes de organizações criminosas em determinados tipos de ilícitos. Lula também vetou a cláusula que destinava valores e produtos apreendidos do crime organizado diretamente aos fundos estaduais e do Distrito Federal, justificando que a medida implicaria perda de receita para a União e feriria a organização orçamentária federal.

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Claudio Rocha

Jornalista

Cátia Kowalski  é jornalista diplomada e especialista em comunicação estratégica. Com sólida trajetória no jornalismo, traz para a Folha Paranaense uma análise precisa sobre os bastidores da notícia, comunicação institucional e o impacto da informação na sociedade paranaense.

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