05/04/2026 às 11:08 | Atualizado há 4 horas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo (5) que as negociações para um cessar-fogo com o Irã avançaram significativamente, projetando a assinatura de um acordo até a próxima segunda-feira. Em entrevista à Fox News, o republicano revelou que os negociadores de Teerã receberam uma “anistia limitada” para viabilizar as tratativas diretas. Contudo, o tom diplomático foi acompanhado por uma nova ameaça: caso o entendimento não seja firmado, os EUA poderão confiscar as reservas de petróleo iranianas.
A sinalização de Trump ocorre em um momento de extrema pressão militar e após o Irã ter rejeitado, na última sexta-feira (3), uma proposta anterior de trégua de 48 horas. Fontes ligadas ao governo iraniano afirmaram à agência Fars que a recusa se deu por considerarem que Washington foi “surpreendido” pela capacidade defensiva da República Islâmica, interpretando a oferta americana como um sinal de fraqueza técnica.
Guerra de narrativas e abates de caças
O cenário no campo de batalha permanece conturbado e marcado por informações conflitantes:
- Reivindicação Iraniana: Teerã afirma ter abatido um segundo caça F-35 — uma das aeronaves mais modernas e “invisíveis” do mundo — na última sexta-feira. Agências estatais divulgaram imagens de destroços no centro do país, alegando destruição total.
- Versão Americana: A imprensa dos EUA e de Israel contesta a extensão dos danos e confirma que, apesar do incidente com a aeronave (identificada em outros relatos como um F-15E), os pilotos conseguiram ejetar e um deles já foi resgatado em uma operação de alta complexidade.
- Apoio à Oposição: Trump admitiu publicamente que o governo americano tentou enviar armas a manifestantes iranianos por meio de rotas curdas no início do ano, embora acredite que o carregamento tenha sido retido antes de chegar ao destino final.
O fator petróleo e o Estreito de Ormuz
A ameaça de confisco do petróleo iraniano é a cartada mais agressiva de Trump para forçar a reabertura do Estreito de Ormuz. O bloqueio da via tem estrangulado o fornecimento global e mantido os preços do barril em patamares recordes. Para o presidente americano, a “anistia” aos negociadores é o último gesto de boa vontade antes de uma possível escalada que visa tomar o controle dos ativos energéticos do país.
O mundo aguarda agora o desfecho das próximas 24 horas. Se o acordo for confirmado na segunda-feira, poderá representar o fim do conflito mais agudo no Oriente Médio das últimas décadas. Caso contrário, a ameaça de confisco de recursos naturais pode levar a guerra a uma fase de ocupação territorial e exploração direta de recursos, algo que elevaria a tensão com aliados e potências globais.



