A esposa e os filhos do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, entraram com uma ação por danos morais contra o senador Alessandro Vieira, relator da CPI do Crime Organizado. Eles pedem R$ 60 mil de indenização após declarações que teriam associado o escritório da família ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
A ação foi movida por Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e pelos advogados Giulliana e Alexandre Barci de Moraes, que integram o mesmo escritório. Cada um solicita R$ 20 mil. O processo se baseia em uma entrevista concedida pelo senador ao SBT News, em março, na qual ele comentou investigações envolvendo o Banco Master.
Na ocasião, Vieira afirmou que havia indícios de um esquema de lavagem de dinheiro com possível origem em recursos do PCC e mencionou a circulação de valores envolvendo familiares de ministros do STF. Para os autores da ação, a fala sugeriu ligação entre o escritório e a organização criminosa.
O senador, por outro lado, nega essa interpretação. Ele afirma que se referia ao banco investigado e não fez qualquer acusação direta contra o escritório da família Moraes. Segundo ele, a ação judicial representa uma tentativa de intimidação.
A disputa ocorre no contexto da CPI do Crime Organizado, encerrada em abril. O relatório apresentado por Vieira, que incluía pedidos de indiciamento de ministros do STF, foi rejeitado pelo colegiado, intensificando o embate entre o parlamentar e integrantes da Corte.



