O governo da Ucrânia informou nesta terça-feira (21) que 1.595 cidadãos de países da América Latina ingressaram nas forças militares russas desde o início da guerra no Leste Europeu. A informação foi divulgada pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores ucraniano, Heorhii Tykhyi.
Segundo as autoridades ucranianas, 89 desses combatentes morreram durante o conflito e outros 22 foram capturados e permanecem como prisioneiros de guerra.
A chancelaria da Ucrânia não revelou de quais países são os latino-americanos citados, mas afirmou que o recrutamento ocorre de forma ilegal e seria promovido pelo governo russo.
Apesar disso, cidadãos latino-americanos também atuam ao lado da Ucrânia. No início da invasão russa, o presidente Volodymyr Zelensky criou a Legião Internacional de Defesa Territorial, permitindo o alistamento voluntário de estrangeiros para reforçar a defesa do país.
A unidade foi oficialmente desmobilizada no fim de 2025, e seus integrantes passaram a fazer parte das Forças Armadas da Ucrânia. Kiev sustenta que esses voluntários não são mercenários, mas combatentes que decidiram participar da guerra por iniciativa própria.
Durante entrevista a jornalistas latino-americanos, Heorhii Tykhyi negou que a Ucrânia realize campanhas de recrutamento na região.
“A Ucrânia não realiza campanhas de recrutamento direcionadas em países latino-americanos. No entanto, qualquer estrangeiro que deseje voluntariamente lutar ao lado da Ucrânia para defender nosso país e os princípios da liberdade pode fazê-lo”, afirmou o porta-voz.


