O endividamento das famílias brasileiras bateu recorde em abril e atingiu 80,9%, segundo a CNC, mesmo em um cenário de desemprego baixo e aumento da renda média no país.
O governo lançou nesta semana o novo programa Desenrola Brasil, com expectativa de renegociar até R$ 58 bilhões em dívidas de cerca de 20 milhões de pessoas.
Apesar da melhora no mercado de trabalho, economistas apontam que o custo de vida elevado, os juros altos e o peso das dívidas acumuladas seguem pressionando o orçamento das famílias.
A taxa Selic voltou a subir e chegou a 15% ao ano em 2025, encarecendo crédito, financiamentos e empréstimos. Além disso, alimentos, moradia, transporte e saúde continuam consumindo grande parte da renda dos brasileiros.
Segundo especialistas, muitas famílias usam qualquer aumento de renda para pagar despesas básicas ou quitar dívidas antigas, sem conseguir criar uma folga financeira.
O cartão de crédito segue como principal fonte de endividamento no país, presente em 84,9% das famílias endividadas. Economistas também apontam falta de educação financeira, facilidade de acesso ao crédito digital e consumo impulsionado por redes sociais como fatores que mantêm o ciclo de dívidas.



