Operação mobiliza barcos, mergulhadores e aeronaves após desaparecimento de grupo em caverna submarina a 50 metros de profundidade
Com navios, mergulhadores e uma possível ajuda internacional, o governo das Maldivas iniciou nesta sexta-feira (15) uma grande operação de busca pelos corpos dos cinco italianos que morreram durante um mergulho em uma caverna subaquática profunda.
Segundo autoridades italianas, os mergulhadores exploravam cavernas submarinas a cerca de 50 metros de profundidade no Atol de Vaavu. Autoridades locais classificaram o episódio como o pior acidente de mergulho já registrado nas Maldivas.
O governo local mobilizou embarcações, aeronaves e equipes especializadas para atuar na área. Ainda assim, os trabalhos foram considerados de “alto risco” devido à profundidade e às características da caverna.
“A caverna é tão profunda que mergulhadores, mesmo com os melhores equipamentos, não se aventuram a entrar”, afirmou o porta-voz da presidência das Maldivas, Mohamed Hussain Shareef.
As autoridades estudam solicitar apoio internacional para auxiliar na operação.
Um dos mergulhadores foi encontrado morto ainda na quinta-feira (14), mas os outros quatro continuavam desaparecidos até a última atualização desta reportagem. Segundo as equipes de resgate, há suspeita de que os corpos estejam justamente na área mais profunda da caverna.
Nesta sexta, mergulhadores realizaram uma primeira descida para avaliar as condições de acesso ao local. O mau tempo, porém, dificultava os trabalhos e poderia provocar atrasos na operação.
O embaixador da Itália nas Maldivas acompanhava as buscas a bordo de uma das embarcações mobilizadas. O Ministério das Relações Exteriores da Itália informou que um especialista italiano auxilia a Guarda Costeira e os navios das Maldivas na operação.
O que aconteceu
O grupo participava de um mergulho matinal próximo à ilha de Alimathaa, nas Maldivas, e foi dado como desaparecido após não retornar à superfície até o meio-dia de quinta-feira.
As condições climáticas eram consideradas desfavoráveis no momento do acidente, e havia alerta amarelo de mau tempo em vigor.
“Após um acidente ocorrido durante uma excursão de mergulho, cinco cidadãos italianos morreram no Atol Vaavu, nas Maldivas”, informou o Ministério das Relações Exteriores da Itália.
Entre as vítimas estão:
- Monica Montefalcone, professora associada de Ecologia da Universidade de Gênova;
- Sua filha Giorgia Sommacal, estudante de Engenharia Biomédica;
- Muriel Oddenino di Poirino, pesquisadora de Turim;
- O instrutor de mergulho Gianluca Benedetti, de Pádua;
- E Federico Gualtieri, instrutor de mergulho e recém-formado em Biologia Marinha e Ecologia pela Universidade de Gênova.
As identidades foram divulgadas pela agência italiana Ansa. Segundo o governo italiano, a embaixada no Sri Lanka entrou em contato com as famílias e presta assistência consular.



