Negociadores dos Estados Unidos e do Irã chegaram a um entendimento para prorrogar o cessar-fogo entre os dois países por mais 60 dias e iniciar novas negociações sobre o programa nuclear iraniano. Apesar do avanço diplomático, o acordo ainda depende da aprovação final do presidente norte-americano Donald Trump.
Segundo informações divulgadas pelo site Axios, representantes iranianos já demonstraram disposição para assinar o memorando, enquanto Trump teria pedido mais alguns dias para avaliar os termos antes de dar o aval definitivo.
O possível acordo é visto como o avanço diplomático mais importante desde o início da guerra envolvendo EUA, Israel e Irã. Mesmo assim, ainda existem divergências sobre questões ligadas ao enriquecimento de urânio e às exigências impostas pelo governo norte-americano para um entendimento definitivo.
Enquanto as negociações seguem nos bastidores, novos confrontos militares aumentaram a tensão na região. Nas últimas horas, Estados Unidos e Irã trocaram ataques considerados limitados, mas suficientes para expor a fragilidade do cessar-fogo em vigor desde abril.
De acordo com autoridades americanas, forças dos EUA derrubaram drones iranianos próximos ao Estreito de Ormuz e atingiram uma estação de controle utilizada para novos lançamentos. O governo americano afirmou que a ação teve caráter “defensivo” e buscava preservar a trégua.
Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou ter atacado uma base militar dos Estados Unidos e prometeu reações mais duras caso novos episódios ocorram. O Kuwait também relatou ter sido alvo de mísseis e drones iranianos nesta quinta-feira (28/5).
O conflito no Oriente Médio vem provocando impactos internacionais, especialmente no mercado do petróleo, já que o Estreito de Ormuz é uma das principais rotas globais de transporte da commodity.


