A Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas. O texto agora segue para análise do Senado Federal, onde deverá ser pautado pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre.
A proposta é resultado de um acordo político articulado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara, Hugo Motta. A medida foi aprovada por ampla maioria e passou a mobilizar debates entre trabalhadores, empresários, economistas e representantes do setor produtivo.
Na prática, a PEC substitui a escala tradicional de seis dias trabalhados para um de descanso pelo modelo 5×2, considerado mais comum em diversos países. Apesar disso, especialistas alertam que a mudança não garante folgas obrigatoriamente aos sábados e domingos, já que a organização das jornadas ainda dependerá de acordos trabalhistas e setores específicos.
O tema ganhou forte repercussão política e econômica por impactar diretamente milhões de trabalhadores brasileiros. Defensores da proposta afirmam que a redução da jornada pode melhorar a qualidade de vida, aumentar a produtividade e reduzir problemas ligados à saúde mental e ao desgaste profissional.
Por outro lado, representantes do setor empresarial demonstram preocupação com possíveis aumentos de custos operacionais, especialmente em áreas que funcionam continuamente, como comércio, indústria e serviços.
O texto ainda precisa ser aprovado pelo Senado antes de entrar em vigor. Caso receba alterações, a PEC retorna para nova análise da Câmara dos Deputados.
A discussão também ganhou espaço no podcast “O Assunto”, apresentado por Natuza Nery, que abordou os bastidores políticos da aprovação e os impactos econômicos e sociais da proposta ao lado da jornalista Ana Flor.


