O acordo de paz firmado entre Estados Unidos e Irã será um dos principais temas da cúpula do G7, que começa nesta segunda-feira (15), em Évian, na França. A informação foi confirmada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, que destacou a importância do entendimento para a estabilidade do Oriente Médio e para a economia global.
Segundo Macron, os líderes das principais economias do mundo discutirão os impactos políticos, econômicos e estratégicos do acordo, que deverá ser formalizado oficialmente na próxima sexta-feira (19).
Entre os assuntos previstos para debate estão a reabertura permanente do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o comércio internacional de petróleo, além dos desdobramentos relacionados ao programa nuclear e balístico iraniano.
“O objetivo será analisar as consequências desse acordo, o apoio ao Líbano e a reabertura de Ormuz de forma duradoura”, afirmou o presidente francês em mensagem divulgada nas redes sociais.
Macron também ressaltou que os países do G7 avaliarão os reflexos da crise do Oriente Médio sobre os mercados globais de energia e discutirão alternativas para diversificar as rotas de abastecimento, reduzindo riscos futuros para a economia mundial.
Além da situação envolvendo Irã e Estados Unidos, a guerra na Ucrânia continuará sendo um dos principais temas da reunião. O encontro contará ainda com a participação de países convidados, entre eles Brasil, Índia, Coreia do Sul e Quênia, ampliando o diálogo entre economias desenvolvidas e emergentes.
O acordo de paz foi anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e confirmado posteriormente pelo vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi. Segundo o entendimento divulgado pelos governos, haverá cessação permanente das operações militares e reabertura do Estreito de Ormuz para o tráfego internacional.
Trump afirmou que autorizou o fim do bloqueio naval norte-americano na região e celebrou a retomada da circulação marítima. Já autoridades iranianas destacaram que o acordo foi resultado tanto das negociações diplomáticas quanto do desempenho militar do país durante o conflito.
De acordo com a imprensa estatal iraniana, o novo arranjo também prevê que o tráfego marítimo no Golfo Pérsico seja administrado pelo Irã em coordenação com Omã, tema que deverá ser acompanhado de perto pelas potências presentes na cúpula do G7.



