Edit Template

Apenas três das maiores cidades brasileiras alcançam 100% de coleta de esgoto

O novo Ranking do Saneamento, divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto Trata Brasil (ITB), revela um cenário de profunda desigualdade no acesso a serviços básicos no país. Entre os 100 maiores municípios brasileiros, apenas Curitiba, Santo André e Juiz de Fora atingiram a marca de 100% na coleta total de esgoto. O levantamento destaca que quase metade da população nacional (43,3%) ainda vive sem esse serviço essencial, expondo as dificuldades para o cumprimento das metas de universalização.

A pesquisa estabelece uma correlação direta entre o montante investido e a eficiência dos indicadores. Enquanto o grupo dos 20 municípios com melhor desempenho aplicou, em média, R$ 176,17 anuais por habitante entre 2020 e 2024, as 20 cidades na lanterna do ranking investiram apenas R$ 77,58 por pessoa no mesmo período. Esse valor representa uma defasagem de 65% em relação ao patamar médio nacional necessário para que o saneamento chegue a todos os cidadãos.

Contrastes entre as capitais e regiões

A situação nas capitais brasileiras é heterogênea. Apenas cinco delas possuem cobertura de abastecimento de água igual ou superior a 99%. No que diz respeito ao tratamento de esgoto, o gargalo é ainda mais evidente: somente sete capitais tratam ao menos 80% dos resíduos gerados. O volume de recursos também aparece concentrado geograficamente; do total de R$ 34 bilhões investidos nas capitais nos últimos quatro anos, o município de São Paulo deteve sozinho cerca de 36% do montante, somando R$ 12,2 bilhões.

O topo do ranking é dominado por municípios das regiões Sudeste e Sul. Das 20 cidades mais bem colocadas, nove estão em São Paulo e seis no Paraná. No extremo oposto, o Norte e o Nordeste concentram a maior parte dos municípios com piores índices. Entre os 20 últimos colocados, sete são capitais estaduais, com destaque negativo para capitais como Porto Velho, Macapá e Belém.

Desafios para a universalização

Apesar dos avanços pontuais, o país ainda patina para atingir as metas do Marco Legal do Saneamento. Embora 28 municípios tenham alcançado a universalização do abastecimento de água, apenas 11 registram cobertura total de 100%. No setor de tratamento de esgoto, o dado é ainda mais restrito: apenas sete cidades tratam a totalidade do esgoto em relação à água consumida, evidenciando que a infraestrutura brasileira ainda demanda investimentos massivos e descentralizados para superar o déficit histórico.

Compartilhe:

Claudio Rocha

Jornalista

Cátia Kowalski  é jornalista diplomada e especialista em comunicação estratégica. Com sólida trajetória no jornalismo, traz para a Folha Paranaense uma análise precisa sobre os bastidores da notícia, comunicação institucional e o impacto da informação na sociedade paranaense.

Novos Artigos

  • All Post
  • Brasil
  • Clima
  • Cultura
  • Curitiba
  • Direito
  • Entretenimento
  • Escândalo
  • Fitoterapia
  • Jornalismo
  • Medicina
  • Mundo
  • Paraná
  • Política
  • Projeto Social
  • Ratinho Júnior
  • Saúde
Edit Template

Sobre nós

A Folha Paranaense nasceu da necessidade de um jornalismo que honre as raízes do nosso estado, aliando o rigor técnico das grandes redações à agilidade da era digital. Em um tempo de informações fragmentadas, surgimos como um porto seguro para o leitor que busca não apenas o fato, mas a análise profunda e a verdade dos acontecimentos que moldam o Paraná.

Artigos Recentes

  • All Post
  • Brasil
  • Clima
  • Cultura
  • Curitiba
  • Direito
  • Entretenimento
  • Escândalo
  • Fitoterapia
  • Jornalismo
  • Medicina
  • Mundo
  • Paraná
  • Política
  • Projeto Social
  • Ratinho Júnior
  • Saúde

© 2025 – Midia Independente Paranaense