A NASA divulgou, neste domingo (5), um registro histórico feito pela tripulação da missão Artemis II. Pela primeira vez na história da exploração espacial, olhos humanos puderam observar e fotografar a totalidade da Bacia Oriental, uma colossal cratera de impacto localizada na borda do disco lunar. Embora a região já tivesse sido mapeada por sondas robóticas, esta é a primeira vez que uma tripulação tripulada testemunha o local em tempo real.
A imagem foi capturada pelos astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen a bordo da cápsula Orion. Em comunicações com o centro de controle, Victor Glover relatou que a perspectiva da superfície lunar está “definitivamente ficando maior”, enquanto a Terra se torna um pequeno ponto azul no horizonte, reforçando a magnitude da jornada que marca o retorno da humanidade à órbita lunar após 54 anos.
A geologia de um impacto antigo
A Bacia Oriental é um dos alvos científicos mais fascinantes do satélite natural. Formada por um choque massivo de asteroide há bilhões de anos, a estrutura se assemelha a um “alvo” gigante composto por anéis concêntricos de montanhas. Observar essa formação diretamente permite aos astronautas coletar dados visuais sobre a profundidade e a composição do material ejetado durante o impacto, informações cruciais para entender a evolução do sistema solar.
O “Silêncio de Rádio” e o sobrevoo lunar
Neste quinto dia de missão, a Orion se prepara para o seu momento mais crítico e emocionante. Está previsto para esta segunda-feira (6) o sobrevoo de maior aproximação da Lua. Durante a manobra, a nave passará pelo lado oculto do satélite, o que resultará em um bloqueio total das comunicações com a Terra por um período de 30 a 50 minutos.
Nesse intervalo, os quatro astronautas estarão completamente isolados, dependendo exclusivamente dos sistemas automatizados da cápsula e de sua própria perícia técnica. O sucesso desta etapa é fundamental para testar os sistemas de suporte à vida e navegação que serão utilizados na Artemis III, a missão que finalmente levará a próxima geração de humanos — incluindo a primeira mulher e o primeiro homem negro — a pisar novamente no solo lunar.



