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EUA barram trégua no Líbano e impõem linha dura sobre o programa nuclear iraniano

O governo dos Estados Unidos subiu o tom nesta quarta-feira (8), esclarecendo que o cessar-fogo negociado com o Irã não se estende aos bombardeios de Israel no Líbano. Em pronunciamento oficial, o secretário de Guerra, Pete Hegseth, afirmou que as tropas americanas permanecerão mobilizadas no Oriente Médio, prontas para agir, apesar de considerar que os objetivos militares primários da ofensiva já foram atingidos.

À tarde, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, sepultou qualquer expectativa de trégua em solo libanês e anunciou que a primeira rodada de negociações diplomáticas entre Washington e Teerã ocorrerá já neste sábado (11), no Paquistão. No entanto, o otimismo inicial do mercado deu lugar à incerteza após declarações agressivas de ambos os lados sobre o futuro do programa nuclear persa.


O Impasse Atômico

O principal ponto de ruptura para um acordo de paz definitivo é o enriquecimento de urânio. Enquanto o Irã exige o direito de manter o enriquecimento como base para as conversas, o presidente Donald Trump foi incisivo:

“Não haverá enriquecimento de urânio. Os EUA vão desenterrar e remover todas as reservas nucleares soterradas profundamente”, escreveu Trump, referindo-se aos bombardeios com aviões B-2 realizados em 2025.

Trump também anunciou uma tarifa de 50% contra qualquer país que venda armamentos para os iranianos, endurecendo o cerco econômico antes mesmo da delegação liderada pelo vice-presidente J.D. Vance chegar ao Paquistão.

Reação de Teerã

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf, reagiu duramente às condições impostas por Washington. Segundo ele, os Estados Unidos desrespeitaram cláusulas fundamentais antes mesmo do início das conversas, citando:

  • A continuidade dos ataques israelenses ao Líbano;
  • A incursão de um drone americano no espaço aéreo iraniano;
  • A negação do direito soberano ao enriquecimento de urânio.

Ghalibaf afirmou que, nessas condições, a continuidade das negociações tornou-se “irrazoável”. Em resposta, J.D. Vance alertou que qualquer ruptura do acordo por parte de Teerã resultará em “sérias consequências”.

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Claudio Rocha

Jornalista

Cátia Kowalski  é jornalista diplomada e especialista em comunicação estratégica. Com sólida trajetória no jornalismo, traz para a Folha Paranaense uma análise precisa sobre os bastidores da notícia, comunicação institucional e o impacto da informação na sociedade paranaense.

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