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Indústria automobilística brasileira fecha 2025 com alta de 3,5%, mas desempenho fica abaixo das metas do setor

O balanço da indústria automobilística brasileira em 2025 revelou um cenário de recuperação gradual, embora o ritmo de crescimento tenha frustrado as expectativas mais otimistas das montadoras. Segundo dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) nesta semana, o país produziu 2,644 milhões de unidades ao longo do ano passado. O número representa uma alta de 3,5% em comparação a 2024 e marca o melhor desempenho produtivo desde 2019. No entanto, o índice ficou significativamente abaixo da meta de 7,8% projetada pela entidade no início do período, evidenciando um descompasso entre o planejamento e a realidade do mercado.

A análise detalhada dos números mostra que o setor de veículos leves sustentou o crescimento da produção, enquanto o segmento de pesados, como caminhões e ônibus, enfrentou uma retração de quase 10%. Para Igor Calvet, presidente da Anfavea, o ano de 2025 pode ser classificado como positivo, apesar de ter ficado aquém do esperado. Em contrapartida ao crescimento tímido no mercado interno, as exportações foram o grande destaque da balança comercial do setor. O Brasil enviou para o exterior mais de 528 mil veículos, um salto de 32,1% em relação ao ano anterior. Esse avanço foi impulsionado principalmente pela retomada do mercado argentino, cujas compras de veículos brasileiros dispararam 85% em doze meses.

No campo das importações, o Brasil atingiu o maior volume da última década, com a entrada de quase meio milhão de automóveis estrangeiros. A Argentina mantém a liderança como principal fornecedora, mas a China consolidou-se como uma ameaça real, respondendo por quase 38% dos veículos importados no ano passado. A expansão chinesa foi reforçada pela chegada de seis novas marcas ao mercado nacional em 2025, incluindo nomes como MG Motor e Geely. Esse movimento tem gerado debates acalorados sobre o modelo de produção local; a Anfavea manifestou preocupação com a montagem de veículos via kits importados (CKD e SKD), alertando que a falta de processos produtivos completos no país, como estamparia e pintura, pode enfraquecer a cadeia nacional de suprimentos.

Para 2026, a indústria adota uma postura de cautela e projeta um crescimento conservador de 3,7%. A entidade aponta que o cenário para o próximo ano ainda é cercado por incertezas geopolíticas e econômicas, como o impacto da reforma tributária e a volatilidade das taxas de juros. A expectativa é que a produção de veículos leves continue subindo moderadamente, chegando a 2,58 milhões de unidades, enquanto o segmento de pesados deve apresentar uma leve recuperação após as perdas registradas em 2025. O otimismo contido do setor reflete a necessidade de estabilização das regras de importação e o fortalecimento da balança comercial frente à concorrência global.

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João Medeiros

Jornalista

Cátia Kowalski  é jornalista diplomada e especialista em comunicação estratégica. Com sólida trajetória no jornalismo, traz para a Folha Paranaense uma análise precisa sobre os bastidores da notícia, comunicação institucional e o impacto da informação na sociedade paranaense.

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