O Exército do Irã afirmou, neste domingo (5), ter utilizado uma tecnologia de defesa aérea inédita para derrubar um caça F-15E dos Estados Unidos e outras quatro aeronaves militares durante o final de semana. Segundo o quartel-general das Forças Armadas iranianas, o novo sistema — desenvolvido pela Guarda Revolucionária — teria sido responsável por frustrar parte da operação de resgate montada por Washington para extrair os tripulantes do jato abatido na última sexta-feira.
O porta-voz militar Ebrahim Zolfaqari declarou que a nova arma desferiu “golpes poderosos e precisos”, resultando na queda de dois aviões de carga C-130 e dois helicópteros Black Hawk envolvidos na logística de salvamento. Teerã também reivindicou o abate de um jato A-10 Thunderbolt II e de drones de vigilância dos modelos MQ-9 e Hermes. Em vídeo divulgado pela mídia estatal, a Guarda Revolucionária exibiu destroços que analistas militares consultados pela Reuters confirmaram ser compatíveis com modelos de aeronaves norte-americanas.
Versões conflitantes sobre o resgate
Apesar da ofensiva, o governo dos Estados Unidos apresenta um balanço diferente da operação:
- Resgate bem-sucedido: O presidente Donald Trump exaltou a bravura do Exército e afirmou que os dois pilotos foram extraídos com segurança e que ninguém ficou ferido durante a ação.
- Danos confirmados: Autoridades militares admitiram que dois helicópteros Black Hawk foram atingidos por fogo iraniano, mas conseguiram deixar o espaço aéreo.
- Aeronave destruída: Washington confirmou que um avião de transporte teve de ser destruído em solo iraniano pela própria equipe de resgate após apresentar uma falha técnica, para evitar que a tecnologia caísse em mãos inimigas.
Escalada tecnológica no conflito
O anúncio do novo sistema de defesa aérea ocorre em um momento crítico da guerra, que já ultrapassa um mês de duração. Zolfaqari não forneceu detalhes técnicos sobre o armamento, mas afirmou que ele faz parte de uma série de inovações construídas localmente para garantir o “controle total dos céus” do Irã. A retórica iraniana foca em expor o que chama de “humilhação e fracasso” de Washington na tentativa de realizar operações dentro do território persa.
O conflito, que se expandiu para o Líbano e envolve ataques coordenados com o Hezbollah e rebeldes Houthis, mantém o mundo em alerta máximo. Enquanto o Irã celebra o que considera uma vitória tática contra a aviação mais avançada do mundo, o Pentágono reforça a mobilização de centenas de soldados e dezenas de aeronaves para manter a pressão sobre o regime de Teerã.



