O ex-presidente Michel Temer reagiu de forma favorável à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de conceder prisão domiciliar temporária ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em breve manifestação à coluna, Temer, que foi o responsável pela indicação de Moraes ao STF em 2017, classificou o despacho como uma medida acertada sob a ótica humanitária.
A decisão de Moraes estabelece um período inicial de 90 dias para a custódia domiciliar. O magistrado fundamentou a mudança de regime com base em critérios de saúde, após o agravamento do quadro clínico de Bolsonaro. O prazo de três meses começará a ser contabilizado oficialmente a partir da alta médica do ex-mandatário, que tem previsão de deixar o hospital até a próxima sexta-feira (27).
Contexto político e institucional
A manifestação de Temer carrega peso simbólico devido à sua relação histórica com o ministro, que ocupava a pasta da Justiça em seu governo antes de ser alçado à Suprema Corte. Interlocutores em Brasília veem o apoio de Temer à medida como um sinal de que setores moderados da política brasileira buscam reduzir a temperatura institucional entre o Judiciário e a oposição.
A concessão da “prisão domiciliar humanitária” ocorre em um momento de intensa movimentação nos bastidores do Poder em Brasília. Enquanto o ex-presidente se prepara para o retorno à sua residência sob monitoramento, a decisão é lida como um gesto de equilíbrio do ministro Moraes, atendendo a apelos sobre a integridade física do detento sem, no entanto, interromper o curso das investigações em andamento.



