O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) manifestou-se nesta terça-feira (24) sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de conceder prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em declaração exclusiva, o parlamentar classificou a medida como um avanço positivo, embora tenha reiterado sua posição de que o ex-mandatário não deveria ter sido detido e que o objetivo final deve ser a liberdade plena.
Nikolas afirmou que a saída de Bolsonaro do presídio da “Papudinha” representa um alento não apenas para o ex-presidente, mas para seus apoiadores. O deputado estendeu seu posicionamento aos demais detentos dos atos de 8 de janeiro, classificando as prisões como injustas. Para o círculo próximo ao ex-presidente, a mudança de regime é vista como um primeiro passo para uma possível soltura definitiva no futuro.
Os bastidores da decisão de Moraes
A mudança na postura do ministro Alexandre de Moraes ocorreu após uma articulação direta do senador Flávio Bolsonaro, que atua como advogado do pai e é pré-candidato à Presidência em 2026. Interlocutores do STF apontam que Moraes interpretou a aproximação institucional de Flávio como um gesto de deferência. Além do componente político, o agravamento do estado de saúde de Jair Bolsonaro foi determinante para que o magistrado revisse a necessidade da manutenção da prisão em regime fechado.
Arrefecimento da tensão institucional
A expectativa em Brasília é que a concessão da domiciliar atue como uma válvula de escape para a crise entre o bolsonarismo e o Judiciário. O movimento de moderação já vinha sendo ensaiado por Flávio Bolsonaro, que recentemente evitou críticas nominais ao ministro em seus discursos. Com a transferência do ex-presidente para sua residência, espera-se uma redução momentânea na temperatura política, enquanto as investigações seguem seu curso sob o novo regime de custódia.



