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O silêncio após o “plim-plim”: ex-profissionais da Globo relatam isolamento social após demissões

A perda do crachá da maior emissora do país parece carregar um efeito colateral pouco discutido nos bastidores: o desaparecimento súbito de relações que antes pareciam sólidas. Diversos jornalistas e artistas que deixaram o Grupo Globo recentemente têm relatado uma dinâmica de isolamento, em que antigos companheiros de redação e estúdio optam pelo afastamento, muitas vezes motivados pelo receio de que a proximidade com profissionais dispensados possa gerar algum tipo de retaliação ou comprometer seus próprios empregos.

Entre os depoimentos mais contundentes está o de Janaína Xavier, ex-apresentadora do SporTV. Após mais de duas décadas de casa, a jornalista revelou em entrevistas que sentiu um baque emocional ao perceber que pessoas que frequentavam sua residência e compartilhavam viagens simplesmente interromperam o contato após sua saída, em 2022. Segundo ela, existe uma espécie de barreira invisível em que quem permanece na emissora evita ser visto ao lado de quem saiu, transformando amizades de anos em um silêncio absoluto.

Essa percepção é compartilhada por Cecília Flesch, que comandou programas na GloboNews por 17 anos. Atualmente dedicada a projetos próprios no YouTube, a apresentadora destacou que o retorno vindo dos antigos colegas é escasso e reticente. Para Cecília, o comportamento demonstra um medo velado por parte dos atuais funcionários, que preferem o distanciamento a correr o risco de serem associados a nomes que já não integram mais os quadros da empresa. O fenômeno não se restringe ao jornalismo; no setor de entretenimento, o ator André Marques também utilizou suas redes sociais para expor a decepção com “falsos colegas” e a necessidade de realizar uma “limpeza” em seus círculos sociais após o fim de seu contrato.

Apesar do cenário de distanciamento predominante, o caso de Daniela Lima, desligada da GloboNews em agosto de 2025, surge como uma exceção notável a essa regra de bastidor. Ao contrário do isolamento relatado por outros profissionais, a jornalista experimentou uma rede de apoio imediata, recebendo flores e visitas em sua casa de nomes como Natuza Nery, Andréia Sadi e Júlia Duailibi. O gesto de solidariedade dessas colegas de bancada sugere que, embora a cultura do afastamento seja real para muitos, os laços de afeto genuínos ainda conseguem, em casos específicos, romper as tensões institucionais do pós-demissão.

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João Medeiros

Jornalista

Cátia Kowalski  é jornalista diplomada e especialista em comunicação estratégica. Com sólida trajetória no jornalismo, traz para a Folha Paranaense uma análise precisa sobre os bastidores da notícia, comunicação institucional e o impacto da informação na sociedade paranaense.

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