A Organização Mundial da Saúde confirmou cinco casos de hantavírus ligados ao navio de cruzeiro MV Hondius, onde três passageiros morreram após apresentarem sintomas da doença.
O navio saiu da Argentina no início de abril. Segundo autoridades sanitárias, a possível origem do contágio pode ter ocorrido durante um voo em Joanesburgo.
Entre os casos confirmados estão um britânico de 69 anos internado em estado grave na África do Sul e uma passageira alemã que morreu a bordo. A OMS não detalhou quais outros casos tiveram confirmação laboratorial.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que o risco para a população geral segue baixo e destacou que o surto não representa uma nova pandemia semelhante à Covid-19.
A especialista Maria Van Kerkhove explicou que o hantavírus normalmente não possui transmissão sustentada entre humanos, embora exista preocupação porque a cepa investigada pode permitir contágio pessoa a pessoa em situações específicas.
Além dos casos no navio, autoridades monitoram suspeitas em Holanda, França, Singapura e Estados Unidos envolvendo pessoas que tiveram contato com passageiros infectados.
O hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com urina, fezes ou saliva de roedores contaminados. A doença pode causar síndrome cardiopulmonar grave e comprometer pulmões e coração.



