A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (28/5) um reajuste de R$ 0,48 por litro no preço da gasolina A vendida às distribuidoras. Apesar da alta, o impacto para o consumidor deve ser bem menor devido ao subsídio temporário criado pelo governo federal, que reduz o aumento efetivo para cerca de R$ 0,04 por litro.
A medida ocorre após decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última segunda-feira (25/5), que estabeleceu um desconto de R$ 0,44 por litro na gasolina. O benefício será pago diretamente a produtores e importadores por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Segundo a Petrobras, a parcela da estatal no preço final da gasolina C — combustível vendido nos postos e composto por 70% de gasolina A e 30% de etanol anidro — passará de R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro. Com isso, o reajuste nas bombas deve ficar em torno de R$ 0,03 a R$ 0,04 por litro.
O subsídio terá duração inicial de dois meses e foi criado para tentar conter os efeitos da disparada internacional do petróleo provocada pelas tensões no Oriente Médio. O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã impactou diretamente o mercado global após dificuldades na circulação de navios pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo.
Desde o início da crise, o barril do petróleo Brent acumulou forte valorização no mercado internacional. A alta pressionou combustíveis em diversos países e levou o governo brasileiro a adotar medidas emergenciais para evitar um repasse maior aos consumidores.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, já havia indicado anteriormente que a estatal poderia reajustar os preços caso o governo avançasse com medidas de compensação tributária e subsídios ao setor. Segundo ela, o objetivo seria equilibrar os interesses da companhia e minimizar os impactos ao consumidor final.



