A nova fase da Operação Compliance Zero aponta que a relação entre o senador Ciro Nogueira e o empresário Daniel Vorcaro ia além da amizade e envolvia vantagens financeiras ligadas à atuação parlamentar.
Segundo a Polícia Federal, mensagens obtidas na investigação citam pagamentos mensais entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, viagens internacionais de luxo, hospedagens, restaurantes e até uso de cartão para despesas pessoais do senador e da esposa.
Em uma das conversas, um operador de Vorcaro pergunta se deveria “continuar pagando conta dos restaurantes do Ciro/Flávia”. O banqueiro responde: “Sim. Depois leva meu cartão para St. Barths”.
Outro diálogo mostra Vorcaro cobrando o primo sobre atrasos nos pagamentos: “Atrasou dois meses Ciro?”. Em resposta, o operador questiona se os valores continuariam em “500k ou 300k”.
A investigação também aponta que uma emenda apresentada por Ciro Nogueira para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) teria sido redigida pela assessoria do Banco Master e entregue ao senador em um envelope.
A defesa de Ciro nega irregularidades e afirma que o senador não participou de atividades ilícitas.



