Diretor-geral da corporação enviou ofício ao Ministério da Justiça para autorizar nomeações. Atualmente, PF possui déficit de 2,2 mil cargos vagos.
A Polícia Federal (PF) oficializou junto ao governo federal o pedido para o aproveitamento de até 1.456 candidatos aprovados no último concurso. O movimento, liderado pelo diretor-geral Andrei Rodrigues, busca reforçar o efetivo sem a necessidade imediata de um novo edital.
Segundo dados da corporação, a carência de pessoal atinge 2.230 cargos vagos. O maior déficit está na função de Agente de Polícia Federal, com 1.421 vacâncias, seguido pelos cargos de Escrivão e Delegado.
Situação das seleções
- Polícia Federal (Carreiras Policiais): O concurso de 2025 segue em andamento com etapas de avaliação médica e psicológica. Não há previsão de novo edital para 2026, uma vez que o foco atual é a convocação de excedentes.
- PF Administrativo: O certame foi homologado e tem validade garantida até outubro de 2027. O salário inicial para estas funções varia entre R$ 7,6 mil e R$ 11 mil.
Propostas no Congresso
Além das convocações, a Câmara dos Deputados analisa um projeto de lei que pode tornar os concursos da PF recorrentes. A proposta prevê a realização automática de novos processos seletivos sempre que o índice de cargos vagos ultrapassar 5% do total da instituição.
Outro ponto em discussão é o projeto de lei do Ministério da Justiça que visa instituir bônus por eficiência e mérito para policiais da ativa e aposentados, como forma de valorização funcional em operações de alto risco.



