A renda média dos brasileiros atingiu R$ 3.367 em 2025, o maior valor da série histórica da Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O avanço foi de 5,4% em relação a 2024, segundo dados da PNAD Contínua divulgados nesta sexta-feira (8).
O trabalho segue como principal fonte de renda da população e puxou o crescimento do rendimento no país. A massa salarial dos trabalhadores chegou a R$ 361,7 bilhões por mês.
O rendimento médio do trabalho ficou em R$ 3.560, alta de 5,7% em um ano e de 11,1% na comparação com o período pré-pandemia, em 2019.
Segundo o IBGE, 67,2% da população brasileira teve algum tipo de rendimento em 2025, incluindo salários, aposentadorias, programas sociais e outras fontes.
A pesquisa mostra que o Sul teve a maior renda domiciliar per capita do país, com R$ 2.734, seguido do Centro-Oeste, com R$ 2.712. Norte e Nordeste continuam com os menores rendimentos, apesar de registrarem forte crescimento nos últimos anos.
Os dados também revelam desigualdades persistentes. Pessoas brancas tiveram renda média de R$ 4.577, enquanto pessoas pretas receberam R$ 2.657 e pessoas pardas, R$ 2.755.
Entre homens e mulheres, a diferença segue elevada: homens tiveram rendimento médio de R$ 3.921, contra R$ 3.085 das mulheres.
A escolaridade continua sendo o principal fator de diferença salarial. Trabalhadores sem instrução receberam, em média, R$ 1.518 por mês, enquanto pessoas com ensino superior completo chegaram a R$ 6.947.



