A Russia afirmou nesta sexta-feira (26) ter abatido 660 drones lançados pela Ukraine durante a madrugada, no que classificou como o maior ataque aéreo com veículos não tripulados realizado por Kiev contra território russo em 2026.
De acordo com o Ministério da Defesa russo, os drones foram interceptados em mais de dez regiões do país, incluindo Belgorod, Bryansk, Kursk, Oryol, Kaluga, Lipetsk, Rostov, Voronezh, Tula, Ryazan, Astrakhan, a região de Moscou, além da Crimeia e áreas dos mares Negro e de Azov.
O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, informou que 47 drones foram neutralizados nos arredores da capital e que não houve registro de vítimas. Já na região de Tula, uma instalação industrial em Novomoskovsk e uma linha de transmissão de energia foram danificadas. Uma mulher ficou ferida após uma residência ser atingida.
Segundo relatos de canais russos e ucranianos, um dos alvos foi a fábrica química Azot, apontada pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy como estratégica para a produção de explosivos utilizados pela Rússia. A empresa é uma das maiores fabricantes russas de amônia e fertilizantes nitrogenados e já havia sido alvo de drones neste mês.
Nos últimos meses, a Ucrânia intensificou os ataques de longo alcance contra refinarias, terminais de combustíveis, portos e instalações ligadas à indústria de defesa russa. A estratégia busca reduzir a capacidade de Moscou de sustentar sua campanha militar e dificultar a recuperação de estruturas estratégicas.
Apesar da escalada dos ataques, os dois países realizaram mais uma troca de prisioneiros de guerra nesta sexta-feira. Segundo autoridades russas e ucranianas, 160 militares de cada lado foram libertados. A maioria dos soldados ucranianos estava em cativeiro desde 2022, após combates em Mariupol, Zaporizhzhia, Kiev e Sumy.
A troca faz parte de um acordo firmado entre Kiev e Moscou em maio, que prevê a libertação gradual de mil prisioneiros de guerra de cada lado.



