O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (25) que as negociações envolvendo o Irã têm avançado e defendeu que o país passe a integrar os chamados Acordos de Abraão.
Os acordos, criados durante o primeiro mandato de Trump em 2020, buscam normalizar relações diplomáticas entre países árabes e Israel. Emirados Árabes Unidos e Bahrein foram os primeiros a aderirem oficialmente ao tratado.
Trump quer ampliar coalizão no Oriente Médio
Segundo Trump, conversas realizadas no último sábado com representantes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Paquistão, Turquia, Egito, Jordânia e Bahrein tiveram como foco a construção de uma solução regional para o conflito envolvendo o Irã.
Em publicação na rede Truth Social, o republicano declarou que gostaria de ver todos os países do Oriente Médio aderindo aos Acordos de Abraão.
Trump afirmou ainda que seria “uma honra” incluir o Irã na coalizão caso um acordo entre Washington e Teerã seja alcançado.
Tensões continuam apesar do cessar-fogo
Os Estados Unidos e o Irã mantêm um cessar-fogo desde abril, enquanto negociam possíveis soluções diplomáticas. Apesar disso, novas tensões surgiram após o governo iraniano anunciar cobrança de taxas para embarcações que cruzarem o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo.
A medida elevou preocupações internacionais por causa do impacto nos preços do petróleo e na estabilidade financeira mundial.
Autoridades iranianas também afirmaram que questões envolvendo o programa nuclear do país e o controle do Estreito de Ormuz não fazem parte das negociações atuais com os EUA. A posição diverge do discurso norte-americano, que trata o enriquecimento de urânio iraniano como prioridade central nas conversas diplomáticas.
Papel estratégico dos Acordos de Abraão
Os Acordos de Abraão são considerados um dos principais movimentos diplomáticos recentes no Oriente Médio. O tratado abriu caminho para cooperação econômica, comercial e militar entre Israel e países árabes que historicamente não mantinham relações diplomáticas formais.
Trump afirmou que uma eventual ampliação do acordo poderia representar um marco histórico para a região e contribuir para estabilidade política e econômica no Oriente Médio.



