O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou nesta sexta-feira (31) como uma “invasão” a crise migratória em Ceuta, território espanhol no norte da África. Durante uma reunião de gabinete em Camp David, o republicano atribuiu o aumento da imigração irregular às políticas migratórias da Espanha, criticando o que chamou de “leis muito liberais” e má gestão do governo espanhol.
Segundo Trump, a situação é consequência direta de uma legislação permissiva e da condução do governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez.
“O que se vê aí é uma legislação fraca, má gestão, mais leis muito liberais”, afirmou.
O presidente também aproveitou o episódio para reforçar sua agenda contra a imigração ilegal e relacionou a crise ao cenário político dos Estados Unidos. Trump afirmou que o país poderá enfrentar situação semelhante caso os democratas vençam as eleições de meio de mandato de 2026.
“É terrível. Lembrem-se desta imagem. Daqui a três anos, é assim que estaremos se o lado errado chegar ao poder”, declarou em entrevista à Fox.
A crise em Ceuta mobilizou as autoridades espanholas após a entrada de mais de 60 mil migrantes pelo território. Segundo dados divulgados pelo governo da Espanha, 57 pessoas morreram durante a crise e mais de 37 mil migrantes já retornaram ao Marrocos. O governo espanhol afirma que a situação está sob controle.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos também responsabilizou o governo espanhol pelo episódio. Em publicação na rede social X, a pasta afirmou que a crise seria resultado de políticas que facilitaram a migração irregular para a Europa e manifestou apoio ao povo espanhol diante do ocorrido.
Trump voltou a comparar o caso com a situação migratória nos Estados Unidos, afirmando que problemas semelhantes ocorreram durante o governo de Joe Biden e podem se repetir caso a oposição retorne ao poder.



