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Putin nega nova mobilização militar e diz acreditar em acordo com a Ucrânia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta quinta-feira (3/9) que não há planos para uma nova mobilização de tropas para a guerra contra a Ucrânia. Segundo o líder russo, não existe atualmente uma situação que exija o recrutamento de novos militares.

“Não há cenário hoje que exija mobilização”, declarou Putin durante a Feira Econômica do Extremo Oriente, em Vladivostok.

A declaração ocorre após surgirem informações de que Moscou estaria preparando uma nova mobilização. Putin classificou os rumores como uma tentativa de influenciar as eleições para a Duma Estatal, a Câmara dos Deputados da Rússia.

Segundo o presidente russo, trata-se de um suposto “ataque informacional do inimigo” destinado a interferir no resultado das eleições parlamentares, que estão marcadas para ocorrer entre 18 e 20 de setembro.

Rússia já havia negado nova mobilização

Em julho, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que informações de inteligência indicavam que a Rússia estaria preparando uma nova mobilização de tropas.

O governo russo negou a informação na época. Agora, Putin voltou a afirmar publicamente que não existe, neste momento, necessidade de uma nova convocação militar.

A questão é especialmente sensível dentro da Rússia, já que uma nova mobilização poderia aumentar os custos humanos e políticos da guerra, que já dura mais de quatro anos.

Putin ainda vê possibilidade de acordo de paz

Apesar da continuidade do conflito, Putin afirmou que ainda acredita na possibilidade de um acordo para encerrar a guerra.

O presidente russo agradeceu aos países e líderes que tentam contribuir para uma solução diplomática e afirmou que existe uma possibilidade real de chegar a um entendimento.

“Existe uma chance? Na minha opinião, sim, existe”, declarou.

A fala sinaliza que, pelo menos publicamente, o Kremlin continua apresentando a possibilidade de negociações como uma alternativa ao prolongamento do conflito.

Ao mesmo tempo, a declaração sobre uma possível negociação não significa que um acordo de paz esteja próximo. O conflito permanece em andamento e as condições defendidas por Rússia e Ucrânia continuam sendo pontos centrais das negociações.

A guerra entre os dois países já ultrapassou quatro anos e segue sendo um dos principais focos de tensão geopolítica mundial.

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Claudio Rocha

Jornalista

Cátia Kowalski  é jornalista diplomada e especialista em comunicação estratégica. Com sólida trajetória no jornalismo, traz para a Folha Paranaense uma análise precisa sobre os bastidores da notícia, comunicação institucional e o impacto da informação na sociedade paranaense.

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