A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (3/9), a Operação Carteiro Fantasma para investigar o furto de encomendas dos Correios. A investigação começou após uma denúncia feita pela própria empresa, que identificou uma possível prática de peculato.
Segundo os Correios, um homem teria utilizado documentos falsos para se passar por funcionário de uma empresa terceirizada responsável pela entrega de encomendas.
De acordo com a denúncia, após conseguir acesso às mercadorias, o investigado teria retirado os objetos postais da unidade dos Correios. No entanto, em vez de realizar as entregas previstas, ele teria ficado com as encomendas.
O suspeito também não teria retornado à unidade dos Correios depois de receber os objetos, levantando suspeitas sobre a fraude e o destino das mercadorias.
A utilização de documentação falsa para se apresentar como funcionário de uma empresa autorizada a realizar entregas teria sido uma das estratégias utilizadas para conseguir acesso aos objetos postais.
Operação Carteiro Fantasma
A operação foi instaurada pela Polícia Federal a partir das informações apresentadas pelos Correios. O objetivo é esclarecer a dinâmica do crime, identificar todos os envolvidos e verificar a extensão dos prejuízos causados.
Durante a operação, materiais foram apreendidos e serão analisados pelos investigadores.
A PF continua apurando o caso, incluindo o conteúdo dos materiais recolhidos e as circunstâncias em que o investigado teria conseguido se passar por funcionário terceirizado.
O caso é investigado como peculato, crime que envolve a apropriação ou desvio de bens ou valores por funcionário público ou por pessoa que tenha acesso a eles em razão de determinada função, conforme o enquadramento apontado na investigação.
As autoridades ainda não divulgaram o número total de encomendas supostamente furtadas nem o valor do prejuízo.


