O jornal esportivo francês L’Équipe estampou nesta terça-feira (7) uma dura crítica à Fifa e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após a decisão que permitiu ao atacante Folarin Balogun disputar as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, mesmo depois de ter sido expulso na fase anterior.
Na capa da edição, intitulada “Carton Rouge” (“Cartão Vermelho”), o periódico afirma que a reversão da punição “lança um véu de vergonha sobre a Copa do Mundo”. A montagem mostra Trump e o presidente da Fifa, Gianni Infantino, segurando um cartão vermelho, enquanto o troféu do Mundial aparece ao centro.
Segundo o jornal, a decisão compromete a credibilidade da competição e representa um dos episódios mais polêmicos desta edição do torneio.
Entenda o caso
Balogun foi expulso aos 19 minutos do segundo tempo da vitória dos Estados Unidos por 2 a 0 sobre a Bósnia, após revisão do VAR conduzida pelo árbitro brasileiro Raphael Claus. Inicialmente, o lance havia passado sem punição, mas as imagens mostraram o atacante pisando no calcanhar do defensor Muharemovic.
Apesar do cartão vermelho, o Comitê Disciplinar da Fifa decidiu suspender a punição automática de um jogo com base no Artigo 27 do Código Disciplinar da entidade. Com isso, Balogun ficou liberado para enfrentar a Bélgica nas oitavas de final.
A decisão gerou protestos de dirigentes e federações europeias, que questionaram os critérios adotados pela entidade.
Infantino nega interferência
Diante da repercussão, Gianni Infantino afirmou que a decisão foi tomada exclusivamente pelo Comitê Disciplinar da Fifa, órgão independente responsável por analisar casos disciplinares.
O dirigente declarou que pode concordar ou discordar de determinadas decisões, mas ressaltou que não interfere nos julgamentos do comitê.
Repercussão
A liberação de Balogun continua provocando debates sobre a transparência dos processos disciplinares da Fifa e o uso do chamado efeito suspensivo em punições durante grandes competições. O episódio ganhou destaque internacional e ampliou as discussões sobre a independência dos órgãos responsáveis pelas decisões disciplinares no futebol mundial.



