A crise entre o atacante francês Kylian Mbappé e a senadora paraguaia Celeste Amarilla ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (7). Em entrevista coletiva, a parlamentar afirmou que poderá processar o jogador e fez referência ao episódio em que Ronaldinho Gaúcho foi preso no Paraguai, em 2020.
“Eu diria para ele se cuidar dos paraguaios. Não se meta com os paraguaios, Mbappé. Aqui nós já prendemos o Ronaldinho. Não me subestime. Eu posso te processar”, declarou Amarilla.
Segundo a senadora, as declarações do atacante configurariam violência política contra a mulher e violência de gênero.
Entenda o conflito
A troca de acusações começou após a eliminação do Paraguai para a França nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.
Logo após a partida, Celeste Amarilla publicou mensagens nas redes sociais com ataques de teor racista contra Mbappé. Entre as publicações, ela fez ofensas à aparência do jogador e à sua origem familiar, apesar de o atacante ter nascido na França.
As declarações provocaram forte repercussão internacional e foram condenadas por autoridades e entidades ligadas ao futebol.
Resposta de Mbappé
Na segunda-feira (6), Mbappé respondeu às declarações por meio das redes sociais.
O atacante classificou a parlamentar como “uma mulher desprezível e indigna da função que ocupa” e afirmou que ela não representa o povo paraguaio.
O jogador também acusou Amarilla de disseminar ódio e racismo.
Senadora fala em ação judicial
Após a resposta do francês, Amarilla publicou uma carta aberta e voltou a criticar Mbappé, alegando que foi ofendida pessoalmente.
Segundo a parlamentar, ela pretende analisar medidas judiciais contra o atleta por suposta violência política de gênero, sustentando que os ataques atingiram sua condição de mulher e representante eleita.
Caso repercute internacionalmente
O episódio ganhou repercussão em diversos países. O presidente da França, Emmanuel Macron, manifestou apoio a Mbappé, enquanto o presidente da Fifa, Gianni Infantino, condenou as declarações racistas dirigidas ao atacante e reafirmou a posição da entidade de combate à discriminação no futebol.
Até o momento, não há informação de que tenha sido protocolada uma ação judicial contra o jogador francês.



