Subiu para 57 o número de imigrantes mortos durante a crise migratória registrada em Ceuta, enclave espanhol localizado no norte da África. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (31) pelo governo da Espanha, após a localização de novos corpos nas águas da região.
A crise começou na quinta-feira (30), quando mais de 49 mil pessoas atravessaram a fronteira entre o Marrocos e Ceuta em apenas 24 horas. A maioria dos migrantes chegou pelo mar, nadando até o território espanhol, enquanto outros cruzaram por áreas costeiras e cercas da fronteira.
Segundo o Ministério do Interior da Espanha, a maior parte dos recém-chegados é formada por cidadãos marroquinos, embora também tenham sido registradas pessoas de outras nacionalidades africanas. Entre os migrantes há jovens, famílias e crianças.
Diante da chegada em massa, o governo espanhol enviou tropas do Exército para reforçar a atuação da Guarda Civil e da polícia na região. O primeiro-ministro Pedro Sánchez também visitou Ceuta e anunciou medidas para ampliar a cooperação com o Marrocos, além de acelerar os processos de identificação e eventual retorno de migrantes quando previsto pela legislação.
A União Europeia manifestou apoio à Espanha e informou que avalia reforçar a atuação da Frontex, agência responsável pelo controle das fronteiras externas do bloco.
As autoridades espanholas investigam as causas da nova onda migratória. Segundo o governo, há indícios da atuação de redes de tráfico de pessoas que teriam organizado parte das travessias. Até o momento, não há evidências de participação do governo marroquino.
Ceuta é um território espanhol localizado no norte da África e representa uma das principais portas de entrada para migrantes que buscam acesso à União Europeia. A região já enfrentou situação semelhante em 2021, quando milhares de pessoas cruzaram a fronteira em meio a uma crise diplomática entre Espanha e Marrocos.



